Hacker suspeito de ligação com morte de líder do PCC é preso em ilha no RJ

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Via @bandtv | A polícia do Rio de Janeiro prendeu, nesta quarta-feira (16), o hacker Pablo Henrique Borges em Angra dos Reis. Ele é suspeito de envolvimento na morte Anselmo Santa Fausta, o “Cara Preta”, um dos líderes da facção criminosa PCC, e seu comparsa Antônio Corona Neto, o “Sem Sangue”, no fim de dezembro de 2021, em São Paulo.

Pablo estava escondido em uma pequena ilha particular em Angra dos Reis desde a semana passada, dias antes do início da operação do Departamento de Homicídios da Polícia de São Paulo (DHPP) na casa dele, em uma casa de alto padrão no bairro do Morumbi, na zona sul da capital paulista.

Na mansão da capital paulista, já haviam sido apreendido carros de luxo e documentos, inclusive o passaporte de sua mulher, a youtuber e influenciadora digital Marcela Portugal. No entanto, ela não é considerada suspeita no caso que investiga a execução da liderança da facção criminosa.

A operação policial fez o cerco ao local de luxo ainda na madrugada para efetuar a prisão. De acordo com a polícia do Rio, responsável pela operação, o hacker alugou a mansão para se esconder por R$ 105 mil por semana.

O hacker é acusado de lavar dinheiro para o crime organizado e segundo Albano David, delegado diretor do DHPP, ele atuava em um nível superior aos de suspeitos que geralmente atuam no crime organizado, chegando a movimentar R$ 2 bilhões em operações financeiras.

Pablo Borges já foi preso em 2017 acusado de desviar R$ 400 milhões de contas bancárias usando um aplicativo criado por ele. No entanto, ele foi solto para responder ao crime em liberdade.

Outros suspeitos de envolvimento na morte de “Cara Preta”

Dos cinco suspeitos que tiveram prisão decretada pela Justiça, além de Pablo, três também são investidores do mercado financeiro, empresários de vários ramos, envolvidos com lavagem de dinheiro do PCC e de outros criminosos, alguns usando inclusive criptomoedas, segundo a investigação. São eles Robinson Moura, Rafael Maeda e Danilo Lima, além de um agente penitenciário.

O desentendimento com o megatraficante do PCC teria acontecido por conta de uma operação de R$ 100 milhões, que Santa Fausta queria de volta.

O empresário de futebol Danilo Lima, conhecido como “Tripa”, é um dos empresários foragidos. Segundo as investigações, ele tinha negócios com Anselmo Santa Fausta e também com Pablo.

Na última semana, a polícia prendeu o empresário do ramo imobiliário Antônio Vinícius Gritzbach, também acusado de envolvimento na morte de Santa Fausta. Ele voltou a negar as acusações ao DHPP, mas confirmou que conhecia Anselmo.

A morte de Cara Preta, no fim de dezembro de 2021, desencadeou uma série de outros crimes. Semanas após a execução, dois corpos foram encontrados decapitados ao lado de bilhetes que sugeriam um acerto de contas pela morte do chefe do PCC. O suposto executor teria sido morto pelo próprio crime organizado. Identificado como Noé Alves Schaun, ele foi decapitado, e sua cabeça foi deixada em uma praça do bairro do Tatuapé. De acordo com as investigações, ele teria sido contratado para “matar um agiota” e executou a dupla sem saber que, na verdade, estava atirando em um dos maiores traficantes do país.

Em 23 de janeiro, Claudio Marcos de Almeida, de 50 anos, conhecido como “Django” e apontado como um dos maiores traficantes de drogas de São Paulo, foi encontrado morto debaixo de um viaduto, no bairro da Vila Matilde, também na zona leste da cidade.

“Cara Preta” estaria envolvido em roubo de aeroporto e tráfico internacional


Investigações sobre o roubo de 770 quilos de ouro no aeroporto de Guarulhos, em 2019, apontam que “Cara Preta” financiou aquela ação. Parte da quadrilha envolvida no roubo milionário foi presa, e alguns integrantes foram até condenados pelo roubo da carga, hoje avaliada em mais de R$ 250 milhões.

De acordo com o Ministério Público, o traficante morto era peça chave da logística do tráfico internacional de drogas e responsável pela rota da cocaína entra a Bolívia, o Brasil e a Europa a partir do Porto de Santos (SP). É o setor mais lucrativo dentro do crime organizado, que deu fortunas a nomes como Gegê do Mangue, André do Rap e Anderson Gordão.

Apesar da posição de destaque no crime organizado, “Cara Preta” foi preso poucas vezes, e sempre por crimes menores. Era considerado pela polícia um alvo difícil, por ser um criminoso discreto.

Lucas Martins, com Brasil Urgente
Fonte: www.band.uol.com.br

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