Parte 1 - Assédio e perseguição: O início da luta de Zoraide Alves de Lima da Paz contra as injustiças!

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VIRAM? 😳 A história de Zoraide Alves de Lima da Paz é marcada por uma série de eventos que expuseram a fragilidade do sistema judicial e a resiliência de uma mulher contra a injustiça. O ponto de partida dessa trajetória turbulenta foi um incidente de assédio sexual, que desencadeou uma sequência de perseguições legais e pessoais.

Assédio Sexual: O início do pesadelo

Em 2018, Zoraide Alves, residente de Guaraniaçu, Paraná, relatou ter sido assediada sexualmente pelo Delegado Bruno Falci Amaral. Segundo relatos nos autos dos processos 0000438-69.2022.8.16.0087 e 0001874-34.2020.8.16.0087 em juízo, este evento traumático marcou o início de uma longa e dolorosa jornada para Zoraide. O delegado utilizou seu cargo para pressioná-la após rejeitar suas investidas.

De acordo com o relato de Zoraide nos autos dos processos mencionados, o delegado, durante uma conversa inicial sob o pretexto de discutir uma investigação, fez insinuações e propostas indecentes, utilizando um vídeo íntimo como forma de chantagem. Zoraide recusou suas propostas e, em resposta, Bruno Falci Amaral iniciou uma campanha de difamação contra ela, culminando na sua prisão que foi posteriormente considerada ilegal na revisão criminal.

No momento da prisão ilegal de Zoraide, o delegado Bruno Falci Amaral, ciente de que havia no celular dela provas do assédio, exigiu a senha. Mesmo sob tutela do Estado, Zoraide foi compelida a fornecer a senha, resultando em uma clara violação de seus direitos.

Forjamento de inquéritos e notícias falsas

Em retaliação à rejeição de Zoraide, o Delegado Bruno Falci Amaral, mediante a prisão que foi considerada ilegal e o edito condenatório cassado, desencadeou dezenas de inquéritos, fazendo um apelo para que as pessoas a denunciassem. Ele usou sua posição de autoridade para manipular o sistema judicial e a opinião pública contra Zoraide, criando um ambiente de constante perseguição e gerando processos baseados em acusações infundadas.

Os inquéritos constituídos a partir de um fato inverídico espalhado na imprensa pelo delegado levaram Zoraide a ser acusada de múltiplos crimes de estelionato. As acusações alegavam que ela induzia diversas pessoas a erro, realizando empréstimos não autorizados em nome delas, resultando em dívidas substanciais sem o consentimento das vítimas. Essas acusações resultaram em uma condenação inicial de 4 anos e 6 meses de reclusão em regime semiaberto, com um período de prisão preventiva cumprido em regime fechado de 19 de julho de 2019 até 9 de dezembro de 2019, e 100 dias-multa. A maior parte desta pena foi cumprida em um presídio de segurança máxima, ainda sem condenação definitiva.

Impacto na vida pessoal e profissional

A perseguição desencadeada pelo assédio sexual teve um impacto devastador na vida de Zoraide. Além de ser presa e condenada injustamente, ela perdeu a guarda de dois filhos menores, um de oito anos na época e outro de um ano, ainda necessitando de amamentação. Até hoje, Zoraide luta pela guarda dos filhos, sendo que até o presente momento, em sentença, foi restituída apenas a guarda do filho de 08 anos.

Além disso, Zoraide enfrenta um estigma social significativo, enquanto o delegado conseguiu acumular a titularidade da comarca de Guaraniaçu e a cidade de Santa Tereza do Oeste, onde reside atualmente Zoraide. Ele continua à frente de inquéritos baseados nas inverdades levadas para a imprensa, perpetuando a perseguição contra ela, apesar de sua inocência ter sido demonstrada.

A notícia inverídica espalhada na imprensa pelo Delegado Bruno Falci Amaral no momento da prisão ilegal de Zoraide não se limitou a ela. O delegado também perseguiu sua advogada e seu ex-companheiro, utilizando-se de stalking processual e abrindo processos infundados contra eles para intimidar e coagir.

Denúncias e tentativas de justiça

Zoraide tentou obter justiça de várias formas. Ela denunciou o assédio e a perseguição à corregedoria da polícia, em processos infundados denunciada na condição de investigada na sua oitiva em juízo, e ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). No entanto, enfrentou um sistema judicial que, em muitos momentos, falhou em protegê-la e investigar adequadamente as acusações contra o delegado. O arquivamento da notícia de fato pelo GAECO, sob a justificativa de prescrição do delito, exemplifica o descaso com que suas denúncias foram tratadas.

Mesmo com evidências substanciais de assédio e perseguição, incluindo depoimentos e documentação, as autoridades judiciais muitas vezes se mostraram relutantes em agir contra o delegado, revelando um preocupante nível de corporativismo e abuso de poder dentro do sistema.

Considerações finais

A história de assédio sexual sofrido por Zoraide Alves de Lima da Paz e a subsequente perseguição destacam as falhas e desafios no enfrentamento do abuso de autoridade dentro do sistema judicial. A coragem de Zoraide em denunciar e resistir, mesmo diante de inúmeras adversidades, serve como um poderoso testemunho da necessidade de justiça e reforma no tratamento de casos de assédio e abuso de poder.

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