“Ela irá assumir tudo o que fez”, diz advogado de ex-secretária investigada por desvio de R$ 1,5 milhão

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“Ela irá assumir tudo o que fez”, diz advogado de ex-secretária investigada por desvio de R$ 1,5 milhão

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Via @gzhdigital | A ex-secretária da Fazenda de Pinheiro Machado, Kauane Duarte Lopes, investigada por suspeita de desviar cerca de R$ 1,5 milhão dos cofres da prefeitura, deverá prestar depoimento ao Ministério Público ainda nesta semana. A informação foi confirmada pelo advogado da investigada, Rafael Leite, que afirma que a cliente pretende colaborar com as investigações.

— Ela irá assumir tudo o que fez — disse o advogado.

Segundo Leite, a defesa procurou espontaneamente o Ministério Público antes mesmo da operação deflagrada nesta segunda-feira (13), quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão e determinado o bloqueio de bens da ex-secretária.

— Na quinta-feira passada entramos em contato com o Ministério Público de Pinheiro Machado solicitando uma reunião para que a minha cliente pudesse falar. Identifiquei ela e nos colocamos à disposição — afirmou.

De acordo com o advogado, Kauane demonstra arrependimento e aguarda a definição da data para prestar esclarecimentos.

— A Kauane se mostra arrependida, e vamos aguardar a reunião com o Ministério Público para prestar mais informações. Já solicitei o depoimento dela, que deve acontecer nesta semana — mencionou.

Questionado sobre quais fatos serão admitidos pela cliente, Leite preferiu não antecipar detalhes.

O que fez eu posso falar depois do depoimento — afirmou.

Investigação aponta fraude em pagamentos

A operação foi deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Federal.

Segundo a investigação, os desvios teriam ocorrido entre o fim de 2025 e o início de 2026. A suspeita é de que a então secretária tenha criado empresas registradas em seu próprio nome, com denominações semelhantes às de fornecedores da prefeitura, principalmente de empresas responsáveis pelo fornecimento de medicamentos. Os pagamentos que deveriam ser destinados aos fornecedores teriam sido direcionados para contas sob seu controle.

Kauane deixou o cargo em abril deste ano.

O coordenador do 10º Núcleo Regional do Gaeco, promotor Rogério Meirelles Caldas, afirmou que o esquema chamou a atenção pela forma como teria sido executado.

— A própria secretária criava empresas das quais era sócia, com nomes similares aos de empresas que prestavam serviços para a saúde, e determinava o pagamento para si mesma. Isso nos chamou muita atenção — declarou durante a operação.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 1,5 milhão em bens da investigada para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Renan Santos e Joanna Manhago
Fonte: @gzhdigital

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