A 2ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, por maioria de votos, anulou em fevereiro a sentença de oito anos de prisão imposta a Brennand pela 30ª Vara Criminal de São Paulo em agosto de 2025. A condenação inicial considerou o crime de estupro contra Stefanie Cohen, mas os desembargadores entenderam ter havido falhas no processo e reverteram o veredito, suscitando críticas de juristas e de movimentos de defesa dos direitos das mulheres.
Helena ressaltou que se sente atingida diretamente pela decisão e garantiu que continuará acompanhando cada etapa dos processos envolvendo o empresário. Ela explicou que, após o episódio de agosto de 2022, recebeu inúmeros relatos de outras mulheres, mas muitas teriam desistido de prestar queixa por medo de enfrentar retaliações ou descrédito. “Muitas desistiram de denunciar Thiago Brennand por medo do desgaste emocional e da morosidade judicial. Apenas algumas decidiram persistir na luta por justiça”, lamentou a modelo.
O momento de agressão contra Helena ocorreu em agosto de 2022 em uma academia na zona oeste da capital paulista. Câmeras de segurança registraram o empresário empurrando-a com força e puxando seus cabelos, cenas que foram amplamente divulgadas pela imprensa. Após a repercussão, surgiram outras acusações de violência física e sexual envolvendo Brennand. Para a modelo, a questão não se restringe ao caso de Stefanie Cohen, mas diz respeito à forma como a Justiça encara denúncias de mulheres que sofreram atos violentos.
Stefanie Cohen, que teve a condenação revertida, também se posicionou. Por meio de nota divulgada por sua defesa, ela afirmou ter sido surpreendida pela decisão, mas declarou fé no sistema judiciário. “Mesmo após enfrentar severa violência processual, mantenho inabalável confiança nas instituições democráticas e acredito que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabelecerá a correta aplicação da lei”, afirmou a estudante de Medicina.
Os advogados de ambas as vítimas anunciaram que irão recorrer ao STJ, alegando que a decisão do TJ-SP contraria dispositivos da legislação federal e desprezou provas apresentadas. Embora Thiago Brennand tenha sido absolvido neste julgamento, o empresário segue detido em função de outras condenações por estupro e agressão física, além de responder a inquéritos que ainda tramitam. Segundo especialistas, o desfecho destes processos pode influenciar significativamente o debate público sobre impunidade e proteção das vítimas.
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Fonte: @portalmsn

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