A produção da Netflix tem o título provisório de "Suzane vai falar" e ganhou repercussão após imagens de uma pré-estreia restrita a convidados circularem nas redes sociais durante o último feriado.
De acordo com o jornal "O Globo", o longa-metragem tem cerca de duas horas de duração e traz depoimentos inéditos de Suzane sobre o crime, além de registros de sua tentativa de reintegração social.
Procurada pelo g1, a Netflix confirmou a existência do projeto, mas ressaltou que o material "ainda está em fase de produção e não tem data de estreia prevista".
'Zero afeto' e infância
Diferente de produções anteriores de ficção, como a trilogia de filmes do Prime Video ("A Menina que Matou os Pais"), o documentário foca na versão de Suzane sobre os fatos e na sua rotina atual.
Em cenas da nova produção, Suzane revisita a mansão da família, em São Paulo, onde o crime ocorreu.
Ela descreveria o ambiente familiar como um local marcado por cobranças e "silêncio emocional". "Era zero afeto", afirma em um dos trechos da entrevista.
A obra também expõe detalhes da vida atual de Suzane. Ela aparece ao lado do marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, e relata que o contato entre os dois começou pelo Instagram, quando ele encomendou sandálias customizadas produzidas por ela para as filhas dele.
Rotina familiar e exposição
O conteúdo exibe cenas de Suzane com a nova família. As três filhas do médico aparecem em momentos de lazer, como na decoração de Natal da casa.
Suzane também exibe o filho pequeno na produção, ainda segundo o jornal.
Até o momento, a Netflix não confirmou se o corte final do documentário manterá todas as cenas exibidas na pré-estreia restrita ou se o título provisório será alterado.
Pena e regime aberto
Suzane von Richthofen foi condenada pelo assassinato dos seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen.
Após cumprir parte da pena na Penitenciária de Tremembé (SP), ela obteve progressão para o regime aberto em janeiro de 2023. Atualmente, ela reside no interior de São Paulo.
Crime já foi retratado nas telas
A nova produção da Netflix soma-se a uma lista crescente de obras que exploram o crime cometido pelos irmãos Cravinhos e Suzane.
Recentemente, o Prime Video lançou a trilogia de filmes "A Menina que Matou os Pais", "O Menino que Matou meus Pais" e "A Menina que Matou os Pais: A Confissão", que dramatizam os depoimentos dos envolvidos e os bastidores da investigação.
Além disso, o caso também serviu de inspiração para a série "Tremembé", produzida também pelo Prime, que retrata o cotidiano da penitenciária conhecida por abrigar detentos de casos notórios, onde Suzane cumpriu grande parte de sua pena de 39 anos.
Por Redação g1
Fonte: @portalg1

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