O réu, que era companheiro da vítima, foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ele também terá de pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais à família de Karize.
O processo corre em sigilo e o nome dele não foi divulgado. O g1 não teve acesso à defesa dele.
O crime ocorreu entre os dias 28 e 29 de setembro de 2024 e teria sido motivado por ciúmes. Karize tinha 33 anos e foi morta na própria casa, segundo o Ministério Público.
A investigação apontou que o réu enforcou a advogada quando ela se recuperava de uma cirurgia nos rins. Depois, descartou o corpo em uma área de mata em Palmas (PR). Ele seguiu em fuga rumo ao Paraguai e foi preso.
De acordo com o MP, a vítima havia acabado de comprar um carro e de abrir o próprio escritório, e vinha construindo uma carreira promissora na advocacia. Além de advogada, Karize era tecnóloga em gestão de recursos humanos e, nas redes sociais, dizia que a missão de vida era "solucionar conflitos e ajudar as pessoas".
Na sentença, a juíza responsável pelo caso destacou o sofrimento prolongado enfrentado pelos familiares durante o desaparecimento dela e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
Feminicídio como qualificadora
Como o caso aconteceu semanas antes do sancionamento da lei que tornou o feminicídio um crime autônomo, o homem respondeu por homicídio com quatro qualificadoras, sendo o dolo contra mulher uma delas (feminicídio). Além disso, o réu também foi condenado por ocultação de cadáver.
Crimes:
- Homicídio quadruplamente qualificado (feminicídio, motivo torpe, asfixia, recurso que dificultou a defesa);
- Ocultação de cadáver.
Polícia investiga morte de advogada
Por Caroline Borges, g1 SC
Fonte: @portalg1

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