As medidas foram determinadas nesta quinta-feira (10) no âmbito da Operação Make Up, realizada conjuntamente pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
Além de Frias, a produtora Karina Gama é um dos principais alvos da operação. Duas entidades de propriedade dela — o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC) — também foram alvo de buscas pelos agentes da corporação.
A proibição de contato e de sair do país recai também sobre todos os 29 alvos da operação desta quinta-feira.
A TV Globo entrou em contato com Mário Frias e com a defesa de Karina Ferreira da Gama, mas ainda não obteve resposta.
Segundo a Polícia Federal, uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação de que os serviços foram efetivamente prestados.
Os investigadores apontam que foram identificadas movimentações financeiras de centenas de milhões de reais e tentativas de ocultação dos desvios que perduraram até julho deste ano. São investigados os seguintes crimes:
- peculato;
- falsidade documental;
- lavagem de dinheiro;
- organização criminosa;
- crimes licitatórios.
Uma auditoria realizada pela CGU, a mando de Dino, identificou indícios de irregularidades no direcionamento de emendas parlamentares de R$ 2 milhões indicadas por Mario Frias para entidades ligadas a Karina Gama.
Frias figura como roteirista e produtor-executivo do longa-metragem "Dark Horse", filme ainda não lançado que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem o ator norte-americano Jim Caviezel no papel principal.
Financiamento do filme
Em maio, o site Intercept Brasil revelou uma troca de mensagens e um áudio em que Flávio Bolsonaro cobrava dinheiro de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair. De acordo com a reportagem, Vorcaro pagou ao menos R$ 61 milhões em 2025.
O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio.
Por Reynaldo Turollo Jr, g1 — Brasília
Fonte: @portalg1

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