Gilmar disse que “até as pedras sabem” que Mendonça conduziu o caso com “viés político-eleitoral”, e apontou que o colega tirou o sigilo das mensagens antes do 7 de Setembro para que o tema fosse explorado em manifestações. “Com toda a sinceridade, a escolha da data, todo esse cenário envolveu essa Corte em campanha eleitoral…”, disse o decano.
“Vossa Excelência está sendo leviano”, interrompeu Mendonça.
“…de forma indevida”, continuou Gilmar, enquanto Mendonça falava ao fundo: “Leviano, leviano.”
Gilmar pediu silêncio ao colega. “Vossa Excelência não tem a palavra e vai escutar com tranquilidade. Há evidente condução político-eleitoral”, gritou. “Isto não se faz. Pessoas decentes não fazem isso”.
Mendonça respondeu: “Não aponte o dedo para mim. Não está falando com qualquer um. Respeite este tribunal”.
Gilmar rebateu: “Quem não se dá o respeito não merece respeito.”
O decano continuou, dizendo que houve uma tentativa de arrastar o STF para a seara eleitoral. “É de uma desfaçatez de fazer corar um frade de pedra. Em nome de Deus, como em nome de Deus já se fez muita patifaria”, falou.
O clima é de tensão no julgamento, que ainda nem efetivamente começou. Fachin abriu a sessão apenas para que os colegas se manifestassem se havia algum impedimento –Nunes Marques e Dias Toffoli declararam suspeição e não votarão. Houve farpas entre o presidente e Flávio Dino, e Mendonça também trocou acusações com Moraes.
Por Anna Satie
Fonte: @vejamais

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