Os versos foram escritos e cantados pelo advogado sul-mato-grossense João Ricardo Batista de Oliveira (@joaoricardobatista), durante julgamento no Tribunal do Júri em Minas Gerais, no dia 23 de setembro de 2020. A forma inusitada, ganhou destaque nacional e dividiu opiniões nas redes sociais, sobre os métodos que podem ser utilizados em um plenário.
A cena, no entanto, nos lembra de outros episódios já vivenciados em nosso Estado. Em 2018 o defensor público do MS, Rodrigo Antônio Stochiero Silva usou a música, “Hey Joe”, da banda O Rappa, para tentar comover o júri em um dos seus casos. O promotor Douglas Oldegardo, também do MS, mais de uma vez quebrou os próprios óculos durante suas falas no julgamento. É dessa liberdade, que só o júri popular permite, que João Ricardo Batista aproveitou pensar uma forma diferente de apelar ao bom senso dos jurados.
“Em um julgamento normal isso não é permitido. Mas no Tribunal do Júri existe a plenitude de defesa, que permite ao advogado não usar apenas os meios jurídicos, como também os extrajurídicos”, explicou João Ricardo Batista.
No banco dos réus, o cliente do advogado era acusado de homicídio qualificado.
Por cinco horas, a bancada de defesa, que ainda era formada pelos advogados Zanone Júnior (@zanonejunior), Fabiano Lopes (@prof_fabianolopes) e Rubia Fróes (@rubiafrois.adv), sustentou desentranhamento de provas ilícitas, falhas na investigação criminal, ausência de indícios de autoria e inquirição de testemunhas apuradas. Ao fim, como último elemento, a música composta pelo advogado foi tocada e cantada por ele para chegar “onde as palavras não alcançam”.
A sensibilidade com o caso, a vontade de abordá-lo de forma mais humanística, refletiu no resultado ao fim do júri, com a absolvição do réu no primeiro caso defendido pelo quarteto: João Ricardo, Fabiano Lopes, Zanone Júnior e Rubia Fróes. “Zanone é uma das minhas grandes referências. É a união entre a escola clássica do júri e essa escola moderna, um momento de junção de duas Eras do júri”.
Além de casos nacionais, João Ricardo faz a defesa do estudante Ricardo França Junior, responsável pelo acidente que matou a namorada Bárbara Wsttany Amorim Moreira, 21 anos, em junho deste ano, e do pintor Bruno Rocha, assassino do major da reserva do Exército Paulo Setterval, de 57 anos, ocorrido em abril do ano passado, em Bonito – a 257 quilômetros de Campo Grande, dentre outros de expressividade nacional.
Por Geisy Garnes
Via @campograndenews

O caso ganhou destaque por sua abordagem that's not my neighbor inovadora e inusitada, destacando o uso da "plenitude de defesa" que permite métodos não convencionais no Tribunal do Júri.
ResponderExcluirThanks for sharing this amazing story! It’s fascinating to see such creativity in using music to protect clients. What do you think would happen if other lawyers tried the same thing? It could have an even more powerful impact! 😄 I also play Skribbl IO to unwind—does anyone else here like the game?
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