Recentemente, Ulisses Gabriel se tornou alvo de críticas nas redes sociais após a publicação de uma foto ao lado do responsável pela defesa dos acusados.
Em pronunciamento compartilhado nesta sexta-feira (30) no Instagram, o delegado afirmou que a associação entre os dois é falsa.
Segundo Ulisses, o último contato com Kale teria ocorrido em 2023, quando o advogado ainda atuava na Polícia Civil, na Delegacia de Repressão ao Crime Organizado.
"Não tenho relação de amizade, nem de amizade íntima com o referido advogado. Ele foi delegado de polícia e se aposentou no ano de 2023, a última oportunidade em que ele esteve comigo na delegacia geral. Ou seja, há mais de três anos", argumentou.
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O delegado ainda disse que seus familiares têm sofrido ataques e que irá adotar medidas judiciais, solicitando uma ação de indenização por danos morais. Ele também registrou boletim de ocorrência por calúnia e difamação. Para o policial, a repercussão do caso extrapolou os limites do debate público.
"Lamento esse tipo de canalhice criada por esse cidadão, que será processado, civil e criminalmente, bem como quem divulga esse tipo de sacanagem", afirmou.
O episódio ocorre em meio à comoção provocada pela morte do cão Orelha, animal comunitário conhecido na Praia Brava, em SC, e símbolo da convivência entre moradores e frequentadores da região. O caso levou à investigação de dois adolescentes suspeitos de maus-tratos.
Cão Orelha
O cachorro Orelha foi encontrado por moradores da região da Praia Brava. Ele estava agonizando e, apesar de ter recebido atendimento em clínica veterinária, precisou passar por eutanásia no dia 5 de janeiro. Ele e outros animais eram cuidados pela comunidade, que chegou a construir três casinhas para os cães.
"Muita gente vinha trazer comida para eles, mas eu era o responsável por alimentá-los todos os dias. Eles não podiam ficar sem comida e sem cuidado”, afirmou o aposentado Mário Rogério Prestes, que acompanhava os animais.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, que apura o envolvimento de ao menos quatro adolescentes na agressão ao cão Orelha. As investigações avançam com análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores da região.
Paralelamente, familiares de adolescentes investigados foram indiciados por coação no curso do processo. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos, com a apreensão de celulares e outros dispositivos eletrônicos para perícia. A Polícia informou já ter ouvido mais de 20 pessoas e analisado centenas de horas de imagens relacionadas ao caso.
A repercussão do episódio também gerou ameaças e ataques virtuais contra pessoas confundidas com familiares dos suspeitos. Um casal de Santa Catarina registrou boletim de ocorrência após a imagem do filho, menor de idade, ser associada de forma equivocada ao caso. As autoridades reforçam que, por envolver adolescentes, a divulgação de nomes e imagens é proibida por lei.
Fonte: @diariodonordeste

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