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Homem é preso no Rio por perseguir e atacar promotora, juíza e advogada do Paraná pela internet

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Via @portalg1 | A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (19), um homem suspeito de perseguir e atacar integrantes do sistema de Justiça do Paraná por meio da internet.

A prisão foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

Segundo as investigações, o homem, identificado como Vinícius Guedes Sin, de 40 anos, passou a promover ataques reiterados contra uma promotora de Justiça, contra uma juíza responsável e contra a advogada da parte contrária — todas mulheres. As ações estariam relacionadas a um processo de família que envolve o filho do investigado.

De acordo com a Polícia Civil, Vinícius criou um site na internet usado como ferramenta de ataques pessoais e institucionais. No conteúdo publicado, ele questionava decisões judiciais, atacava diretamente a atuação das profissionais e fazia comparações com o chamado “Quarto Reich”, termo associado ao nazismo.

As investigações apontam que o investigado também divulgava informações protegidas por segredo de Justiça, além de espalhar material ofensivo e intimidatório. Segundo a polícia, o objetivo era deslegitimar o trabalho das vítimas e estimular a hostilidade pública contra elas.

Ainda conforme os investigadores, o homem utilizava de forma abusiva reclamações e representações institucionais para continuar os ataques, o que teria causado temor real em relação à integridade psicológica e física das mulheres.

Diante do caso, o Plantão Judiciário da Comarca de Pinhais, no Paraná, decretou a prisão preventiva de Vinícius pelos crimes de perseguição (stalking), denunciação caluniosa e violação de segredo de Justiça. A decisão também determinou a retirada do site do ar.

No momento da prisão, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa do investigado. Foram recolhidos dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia.

O homem foi levado para a sede da Desarme e permanece à disposição da Justiça do Paraná, responsável pelo caso.

Por g1 Rio
Fonte: @portalg1

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