O pedido foi protocolado em 7 de janeiro e enviado à PF no dia seguinte. No documento, a deputada denuncia uma suposta prática de crimes contra a honra de Lula ao citar uma postagem do pré-candidato do PL à Presidência na qual ele afirma que Maduro iria delatar o petista, o que causaria o fim do “Foro de São Paulo”. A publicação ocorreu após o venezuelano ter sido capturado pelos Estados Unidos.
A petista também alega que Flávio teria cometido os delitos de calúnia, difamação e injúria ao associar Lula e o grupo que reúne partidos de esquerda da América Latina a crimes como tráfico internacional de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro.
A deputada afirma na denúncia que Flávio não poderia usufruir da proteção pela imunidade parlamentar por, na visão dela, o teor da publicação não estar vinculado ao exercício típico do mandato.
O GLOBO procurou o senador, mas não teve retorno até a publicação da reportagem. A PF, por sua vez, disse que "não confirma nem se manifesta sobre eventuais investigações em andamento".
Troca na pasta
A saída do governo foi formalizada por Lewandowski em uma carta entregue a Lula na quinta-feira. Nela, o ministro afirmava ao presidente que razões pessoais e familiares o levaram a pedir a saída do governo.
“Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026", afirma a carta.
O advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, é considerado o mais cotado para assumir a pasta. Nas palavras de um auxiliar do presidente, “tudo indica” que ele ficará com o cargo. Desde sexta-feira, o ministério é comandado de forma interina por Manoel Carlos de Almeida Neto, secretário-executivo na gestão de Lewandowski.
Por Luis Felipe Azevedo
Fonte: @jornaloglobo

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