Segundo o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, o corpo foi localizado por volta das 14h15 de terça-feira (21) e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). A identidade foi confirmada por familiares na quarta-feira (22).
Tamyris havia sido vista pela última vez no fim da tarde de sábado, antes de entrar no mar. Pertences pessoais ficaram na areia e foram recolhidos por funcionários de um quiosque, que entraram em contato com a família no dia seguinte.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o caso e afirma que nenhuma hipótese foi descartada.
Consumo de bebidas
Segundo pessoas que trabalham na orla e presenciaram a movimentação no sábado, a advogada estava na areia, em frente a um quiosque na altura do posto 11, acompanhada de um grupo de amigos.
De acordo com esses relatos, houve consumo de bebida alcoólica ao longo da tarde. O grupo incluía o ex-namorado de Tamyris e pelo menos outras duas pessoas.
Há relatos sobre um possível desentendimento entre a advogada e o ex-namorado antes de ela entrar no mar.
Pertences deixados na areia
Funcionários de um quiosque relataram que a advogada deixou todos os pertences na areia antes de entrar no mar. Entre os itens estavam bolsa, celular e roupas. Os objetos permaneceram no local após a saída do grupo.
No fim do dia, ao perceberem que ninguém havia retornado para buscá-los, trabalhadores recolheram os pertences. Os itens foram guardados e entregues à família na terça-feira.
Amigos deixaram o local sem ela
Ainda segundo relatos de pessoas que estavam na praia, o grupo de amigos deixou o local antes do retorno da advogada do mar.
Testemunhas afirmaram que o ex-namorado saiu do local aparentando estar embriagado. Não há confirmação oficial sobre o momento exato em que a ausência da advogada foi percebida.
O corpo de Tamyris foi encontrado na tarde de terça-feira (21), na Praia de Botafogo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação havia sido acionada na manhã do mesmo dia, às 7h15, após o registro de desaparecimento.
O corpo foi encaminhado ao IML, onde a identificação de Tamyris foi confirmada por familiares.
Câmeras de segurança não pegam movimentação
Imagens de câmeras de segurança do quiosque mais próximo de onde ela estava foram entregues à polícia.
Segundo funcionários, o equipamento é voltado para o interior do estabelecimento e não registra com clareza a faixa de areia onde a advogada estava.
De acordo com esses relatos, as imagens mostram apenas parcialmente a presença dela no local e não captam o momento em que ela deixa a área.
Mar calmo e conhecimento de natação
O Corpo de Bombeiros informou que, no dia do desaparecimento, as condições do mar eram consideradas favoráveis e não houve acionamento para salvamento na região.
A mãe da advogada afirmou que a filha sabia nadar. “Ela disse que ia até ali e não voltou. Até agora ninguém esclareceu isso. A praia estava lotada. Não tem como uma pessoa se afogar com uma praia lotada!”, declarou.
O que falta esclarecer
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga as circunstâncias do desaparecimento e da morte de Tamyris.
Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão o que aconteceu após a advogada entrar no mar, se houve testemunhas do momento e quanto tempo levou para que sua ausência fosse percebida.
A investigação inclui a análise de imagens, a oitiva de testemunhas e outros elementos que possam ajudar a esclarecer o caso.
Por Raoni Alves, g1 Rio
Fonte: @portalg1

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