Delegada da PF é afastada por suspeita de ajudar ilegalmente grupo de Vorcaro

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Delegada da PF é afastada por suspeita de ajudar ilegalmente grupo de Vorcaro

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Via @sbtnews | Uma delegada da Policia Federal foi alvo de busca e apreensão e afastada do cargo nesta quinta-feira (14) por suspeita de ajudar ilegalmente o grupo "A Turma", usado por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para ameaçar adversários.

Além dela, um agente da ativa da PF foi preso. A ação deflagrada é a sexta fase da Operação Compliance Zero, que também prendeu o pai do banqueiro, Henrique Vorcaro.

A delegada, identificada como Valéria Vieira Pereira da Silva, é lotada em Minas Gerais. Segundo as investigações, ela é casada com um agente aposentado da PF, que demandava a ela uma série de consultas, que foram feitas ilegalmente, de acordo com o que foi apurado pela polícia. Francisco José Pereira da Silva também foi alvo de buscas na operação desta quinta.

"A investigada VALÉRIA VIEIRA PEREIRA DA SILVA é Delegada da Polícia Federal, e seu marido, FRANCISCO JOSÉ PEREIRA DA SILVA, agente aposentado da PF. Ambos são apontados como responsáveis, em tese, pelo repasse de informações sigilosas a MARILSON ROSENO DA SILVA, mediante consultas indevidas ao sistema e-Pol. Segundo a Polícia Federal, ambos possuíam acesso, contatos e conhecimento técnico que poderiam favorecer a continuidade das práticas investigadas", diz trecho da decisão.

"A Turma"

Alvo da terceira fase da Compliance Zero, o grupo "A Turma" reunia Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel, o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como "Sicário". Sicário morreu dois dias após ser preso, após atentar contra a própria vida na cela da PF.

O objetivo do grupo, segundo a PF, era obter informações sigilosas e intimidar "críticos do conglomerado financeiro". Nas conversas, eram discutidas ações contra indivíduos considerados opositores, entre eles jornalistas, ex-funcionários e outras pessoas vistas como adversárias de Vorcaro.

Marilson, de acordo com as investigações, era o responsável por obter clandestinamente informações sensíveis e auxiliar no monitoramento de adversários.

Entre os alvos da "Turma" estava o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Daniel Vorcaro teria determinado "dar um pau" e "quebrar os dentes" do profissional.

De acordo com a apuração, os diálogos incluíam tratativas sobre ameaças, perseguições, monitoramento e possíveis invasões de dispositivos eletrônicos.

Defesa de Henrique Vorcaro

Leia nota do advogado Eugênio Pacelli:

Constata-se que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele.

O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer.

Anita Prado e Emanuelle Menezes
Fonte: @sbtnews

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