"Causa certa perplexidade a decisão da Justiça de perdoar a pena de Monique Medeiros condenada pelo homicídio culposo do próprio filho, o menino Henry Borel. Uma criança inocente e indefesa, alvo de constantes agressões, que foi brutalmente torturada e assassinada dentro de casa pelo padrasto Jairinho condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Tudo na presença da mãe", escreveu.
Em sua postagem, o prefeito informou que está mantida a decisão que tomou em 25 de março de demitir Monique Medeiros dos quadros da Secretaria Municipal de Educação. Com a decisão, Monique perdeu o cargo de professora na rede municipal do Rio e deixou de ser servidora. Desde o crime, ela vinha recebendo salários como servidora pública municipal.
O julgamento do caso Henry Borel durou dez dias e é considerado o mais longo da história recente do Tribunal do Júri fluminense. Ao final, Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos 9 meses e 20 dias pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.
Já Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados, que entenderam haver negligência em sua conduta e a condenaram por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho.
A pena fixada foi de 1 ano e 4 meses de detenção, mas a juíza Elizabeth Machado Louro determinou o cumprimento em regime aberto.
Afastamento seguido de demissão
O afastamento de Monique aconteceu em 24 de janeiro de 2023. Após uma série de idas e vindas, afastamentos e retornos administrativos, o processo administrativo disciplinar (PAD) votou pela demissão da professora.
O processo da Secretaria de Educação avaliou a conduta da docente.
"Decisão judicial não se discute, se cumpre. Independentemente disso, quero informar que a decisão da Prefeitura do Rio de manter Monique Medeiros fora de seus quadros está integralmente mantida", informou Caveliere.
"Enquanto prefeito, pai e cidadão, farei de tudo para assegurar que as salas de aula sejam um ambiente não só de aprendizado, mas de proteção e respeito às nossas crianças. E não medirei esforços para garantir que esta ex-servidora jamais retorne aos quadros da Prefeitura", acrescentou.
O prefeito ainda afirmou em sua postagem que "essa é a única decisão possível capaz de proteger a comunidade escolar do Rio de Janeiro e que preserva os direitos garantidos pela Justiça a Monique".
"Que ela siga sua vida com um trabalho digno e honesto. Mas longe das salas de aula da rede municipal", escreveu o Cavaliere.
Por g1 Rio
Fonte: @portalg1

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