Segundo a sigla, "trata-se de uma decisão de natureza política, adotada diante da gravidade do episódio, e que não configura punição disciplinar". O diretório estadual da sigla também abriu uma representação contra Vieira no Conselho de Ética.
"O Conselho de Ética do Partido dará prosseguimento ao processo instaurado para apurar a eventual prática de infração disciplinar por parte da filiada, assegurando-lhe o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, nos termos do Estatuto do Partido", diz a sigla, em nota.
Nas imagens que circulam na internet, gravadas por testemunhas, Vieira agride o entregador com tapas no rosto e xingamentos. Em certo momento, ela chega a atacá-lo com pedras. Ao portal Metrópoles, um morador contou que a versão do entregador é que ele não conseguiria entregar o sofá sozinho e precisaria de outro funcionário para ajudá-lo no serviço, o que a pastora não teria aceitado.
Em outro trecho da filmagem, Vieira corre atrás do entregador e tenta derrubá-la. Nesse momento, ela diz que teria sido agredida: "você não me bateu?", questiona. O profissional, por sua vez, responde pedindo para que pastora o solte.
Muitas coisas serão reveladas'
Depois do ocorrido, Vieira publicou um vídeo recebendo atendimento médico. Ela alegou estar "bem machucada", e mostrou hematomas nos braços e nas pernas. A pastora afirma que recebeu "bicudos, chutes, socos e beliscões", e sugeriu que o entregador teria sido mandado por "esquerdistas doentes".
— Hoje tive um problema. Um entregador de móveis descobriu que eu sou pré-candidata a deputada pelo PL, e ele literalmente me agrediu e quis voltar com os móveis. Eu tentei entrar na frente, fazer com que ele não voltasse com os móveis para a loja — afirmou Vieira.
Por Luis Felipe Azevedo e Rafaela Gama — Rio de Janeiro
Fonte: @jornaloglobo

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