O animal cumpre uma agenda semanal no fórum e possui um crachá de identificação oficializando seu cargo. A diretora do Fórum de Ponta Grossa e titular da Vara da Infância e Juventude, magistrada Noeli Reback, avalia que a presença do cão é um recurso para "humanizar o atendimento". Segundo a juíza, a iniciativa permite que o depoente consiga transmitir os fatos com "menor carga de sofrimento psíquico", garantindo que as vítimas se sintam "acolhidas e menos vulneráveis durante o trâmite processual".
O projeto foi idealizado pelo advogado Renato Aparecido Borges, tutor de Teddy, que iniciou a adaptação do animal ao fórum quando ele tinha três meses de idade. Durante as oitivas, o golden retriever é posicionado em uma cadeira ao lado da vítima. Borges relata que a presença do cão já foi "determinante para a estabilização emocional da depoente", citando um caso de violência doméstica no qual o agressor havia atacado o animal de estimação da vítima. Além das audiências judiciais, Teddy também interage com crianças inseridas no sistema de adoção e com os servidores institucionais.
Fonte: @jurinewsbr

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