“Tudo registrado e pronto para expor em [Washington] DC onde, Deus quiser, se iniciará uma nova rodada de sanções”, publicou Eduardo ontem em seu perfil no X (ex-Twitter). A declaração se refere a trechos da sessão de ontem com falas dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.
A publicação do filho “Zero Três” do ex-presidente Jair Bolsonaro veio, inclusive, em resposta a uma fala do próprio Flávio Dino. Durante o julgamento de ontem, o ministro citou reportagens que previam novas sanções dos EUA contra autoridades brasileiras e criticou a possibilidade, chamando a manobra de “ambiente de pressão ilegítima” pelo governo americano para tentar direcionar as decisões da Justiça no Brasil.
O RAIO-X DOS MINISTROS DO STF
‘Punição de criminosos não ofende a soberania’, escreve Eduardo
Apontado como articulador do tarifaço dos EUA contra o Brasil, Eduardo Bolsonaro já foi alvo de pesadas críticas — inclusive, fogo amigo dentro da direita brasileira — por incitar ataques ao próprio país de origem e prejudicar a economia brasileira.
Ao anunciar que buscará uma nova rodada de sanções contra o Brasil, o ex-parlamentar tentou se justificar e blindar de novas críticas direcionando os ataques especificamente aos ministros. “A punição internacional de criminosos não ofende a soberania nacional, muito menos nossa Constituição”, publicou no X.
Desde que o presidente Donald Trump voltou ao governo dos Estados Unidos, em janeiro de 2025, Moraes foi o único ministro do STF a se tornar alvo direto da Casa Branca — as sanções foram aplicadas por meio da chamada Lei Magnitsky, que permite ao Executivo americano bloquear ativos financeiros e barrar a entrada de cidadãos estrangeiros específicos sem necessidade de autorização do Congresso.
Outros ministros do STF, no entanto, também sofreram contratempos impostos pelo governo Trump — caso de Flávio Dino e Gilmar Mendes, que tiveram os vistos de entrada nos Estados Unidos temporariamente suspensos em 2025. Todas as medidas aplicadas pela Casa Branca contra os magistrados, inclusive a Lei Magnitsky, já foram revogadas.
Fonte: @vejamais

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