Henrique está preso há mais de 90 dias e sofre de diverticulite. Na quarta-feira, a defesa recorreu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para que seja dada tramitação ao caso e o ministro André Mendonça possa analisar o pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias.
Segundo um interlocutor da defesa ouvido pela Veja, Daniel acredita que foi “abandonado para morrer na prisão” e estaria disposto a expor informações que mantém sob sua guarda. A mesma fonte afirma que o banqueiro considera haver comprometimento de integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Polícia Federal e de parte do STF, o que, em sua avaliação, dificultaria uma eventual colaboração premiada conduzida por um sistema que considere independente.
Ainda de acordo com o relato, Vorcaro teria documentos, comprovantes de pagamentos, fotografias e outros registros que poderiam contradizer declarações sobre seu suposto afastamento de integrantes do STF, da PGR e da PF. O material, segundo a fonte, também poderia detalhar relações e fatos que já vieram a público.
“Daniel não tem nada a perder”, afirmou o interlocutor à revista.
Medida domiciliar de caráter humanitário
O caso ganhou um novo capítulo com a movimentação da defesa de Henrique Vorcaro. O pedido apresentado a Fachin busca fazer com que o processo avance para que Mendonça avalie especificamente a possibilidade de substituir a prisão por uma medida domiciliar de caráter humanitário, diante dos problemas de saúde alegados pela defesa.
Além da questão envolvendo a prisão, Henrique deverá prestar depoimento à Polícia Federal. O interrogatório foi marcado para 30 de setembro. Entre os assuntos previstos estão as referências a grupos que, segundo as investigações, eram conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”.
Esses grupos são apontados como estruturas utilizadas para monitorar, intimidar e espionar pessoas consideradas adversárias da família Vorcaro. O depoimento deverá abordar o funcionamento dessas redes e a eventual participação de integrantes ligados ao círculo do empresário.
Julinho Bittencourt
Fonte: @revistaforum

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