Enquanto Felipe Curi foi eleito com 133.626 votos para o Congresso Federal, Menezes conquistou uma cadeira na Alerj com 46,7 mil votos.
Nos bastidores da campanha, aliados e integrantes da área de segurança associavam o número de urna utilizado por Curi, 1122, à emblemática marca dos 122 mortos — cinco eram policiais, e os demais 117 eram suspeitos de envolvimento com o crime organizado.
Ambos são aliados do candidato ao governo do estado Douglas Ruas.
Delegado que perdeu perna na operação vai para Alerj
Outro nome da Polícia Civil que garantiu eleição foi o delegado Bernardo Leal (PP), que recebeu 57.254 votos e conquistou uma cadeira na Alerj.
Leal ganhou notoriedade após ser gravemente ferido durante uma operação no Complexo do Alemão, em 2025. Na ação, ele foi atingido por disparos de fuzil e precisou ter uma perna amputada.
Delegado Bernardo Leal ao lado de Felipe Curi — Foto: Reprodução/TV Globo
Operação mais letal da história do Rio
Em outubro de 2025, Curi e Menezes comandaram a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha. Batizada de Operação Contenção e voltada contra o Comando Vermelho, a ação mobilizou cerca de 2,5 mil policiais.
Na época, Menezes explicou que a estratégia incluiu a formação do chamado “Muro do Bope”: equipes foram posicionadas na Serra da Misericórdia enquanto outros policiais avançavam pelas comunidades, empurrando criminosos em direção à área de mata.
Imagem de drone mostra corpos levados a praça no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro de 2025. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Curi foi um dos responsáveis por apresentar o balanço da operação, que terminou ainda com 113 presos, sendo 33 de outros estados. O governo classificou a ação como um “sucesso”.
A operação, no entanto, também teve forte repercussão pelo número de mortos e pelos corpos encontrados por moradores na região de mata após os confrontos.
Fonte: @portalg1

Postar um comentário
Agradecemos pelo seu comentário!