Ministro Luiz Fux dá 72 horas para AGU se manifestar sobre proibição das bets no Brasil

Ministro Luiz Fux dá 72 horas para AGU se manifestar sobre proibição das bets no Brasil

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Via @ndmais | O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu prazo de 72 horas para que o advogado-geral da União, Jorge Messias, se manifeste sobre a MP (Medida Provisória) 1.394/2026, que proibiu as bets no Brasil, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último dia 25.

Passando a valer a partir desta sexta-feira (2), o despacho acaba abrindo uma brecha para que o governo Lula responda a Luiz Fux somente após o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para este domingo (4).

A ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), entidade que representa o setor de apostas, pede que a Suprema Corte aprove a regulamentação das bets no país. Junto à Associação, o IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável) também reforçou o pedido, alegando que houve um “exponencial e indevido aumento do mercado ilegal” desde a proibição assinada por Lula.

De acordo com as organizações, a proibição das bets pode incentivar o aumento das plataformas clandestinas. À Corte, também pedem que as empresas que já têm a devida autorização continuem a operar. Caso contrário, pedem que haja uma transição de pelo menos seis meses para o encerramento das atividades.

MP que suspendeu as bets depende de aprovação no Congresso para tornar-se definitiva

A MP sancionada por Lula está em vigor desde o dia de sua assinatura. Assim, as plataformas de apostas on-line estão proibidas de operar, e seus sites só ficarão disponíveis para apostadores realizarem o saque do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro, quando devem sair do ar.

Apesar de as medidas contra as plataformas já estarem vigentes, o presidente Lula ainda precisará do aval do Congresso Nacional para que a proibição das bets permaneça válida. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal têm até 120 dias para aprovar a MP. Se não o fizerem, a determinação perde validade.

Larissa Ferreira
Fonte: @ndmais

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