No STF, a leitura é mais cautelosa. Ministros ouvidos pelo blog dizem que é preciso esperar a acomodação das novas bancadas. O argumento é que nem todo senador eleito sob o rótulo de “bolsonarista” integra a ala mais radical do grupo.
Nessa avaliação, também entram as pendências de parlamentares com a Justiça e os possíveis desdobramentos de investigações. Esses fatores, segundo interlocutores da Corte, precisam ser considerados nas contas sobre a atuação da nova composição do Senado.
Há ainda parlamentares mais próximos do Centrão. Setores do STF já mapeiam esse grupo e avaliam onde haverá espaço para diálogo.
O PL deve começar 2027 com 28 senadores, a maior bancada da Casa. Levantamentos apontam um contingente próximo dos 54 votos necessários para afastar um ministro. Essa conta, porém, não representa apoio garantido a um pedido de impeachment: parte desses senadores tem posições mais moderadas e não forma hoje um bloco automático.
O resultado das urnas, de todo modo, mexeu diretamente na correlação de forças entre Congresso e Supremo. Como o blog vem mostrando, a depender de quem vencer a eleição presidencial, um grupo dentro da Corte tende a sair fortalecido e outro, enfraquecido.
Por isso, já há no STF quem defenda a construção de algum tipo de acordo político com setores mais moderados da direita. Do outro lado, porém, setores do PL dizem que, quando o assunto é o impeachment de Alexandre de Moraes, não há negociação.
Nesse cenário, a ofensiva contra ministros do Supremo deixou de ser apenas uma bandeira eleitoral e tende a ser uma das discussões centrais do Senado em 2027.
Fonte: @portalg1

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