Mulher de promotor pode ter sido morta em ritual macabro, segundo investigações

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Lorenza de Pinho pode ter sido assassinada em um ritual macabro, segundo fontes ligadas à investigação. O promotor André Luiz de Pinho foi denunciado pelo Ministério Público pela morte da mulher. O órgão afirma ter provas suficientes de que ele cometeu o crime sozinho.

A falta de sangue no corpo de Lorenza intriga os investigadores. Ela não foi explicada pelo laudo da necropsia. O legista só conseguiu extrair 25 ml para fazer os exames toxicológicos e de dosagem de álcool.

“Uma mulher normal, de um peso normal, (tem) uma média de cinco, cinco litros e meio de sangue no corpo”, disse o legista Marcelo Mares Castro.

Na agenda do promotor foram encontrados dois contatos de cursos de tanatopraxia, técnica de conservação de cadáveres que consiste na troca do sangue por substâncias sintéticas. Em depoimento, ele negou ter feito esse curso.

A pedido do Ministério Público, a Polícia Civil também analisou se o casal frequentava algum local destinado a prática de atividades de cunho religioso.

Cirucito de segurança mostra promotor chegando em casa com duas garrafas de cachaça, um dia antes da morte de Lorenza. — Foto: Circuito de segurança/reprodução

A defesa nega que André tenha feito algum procedimento no corpo de Lorenza.

O corpo dela ficou no apartamento das 7h30, quando a equipe médica foi embora, até cerca de 14h, quando foi levado pela funerária.

O Ministério Público não incluiu esse fato na denúncia pra não perder o prazo de 30 dias e também porque não considerou que isso poderia mudar a acusação.

Lorenza

Lorenza Maria Silva de Pinho foi encontrada morta em 2 de abril, em BH. — Foto: Reprodução / Facebook

Lorenza de Pinho nasceu Lorenza Maria Santos Silva, em 25 de agosto de 1979, em Curitiba (PR). Fila de um piloto de avião e de uma comissária de bordo, se mudou, ainda criança, para Minas Gerais.

Estudou em escolas tradicionais de Belo Horizonte e cursava administração na UNA quando conheceu André de Pinho. Ela engravidou, largou a faculdade e se casou com ele.

“Eu nem sabia quem ele era. Um dia ela chegou em casa com a certidão de casamento e disse, ‘papai, me casei e estou grávida’. E aí foi morar com André na casa do pai dele. Ele já era promotor na época”, disse Marco Aurélio, pai de Lorenza.

Por Ricardo Mello e Fernando Zuba, TV Globo — Belo Horizonte
Fonte: g1.globo.com

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