Após Datafolha, Barroso diz que valor do STF não se mede por pesquisa

Feed mikle

Após Datafolha, Barroso diz que valor do STF não se mede por pesquisa

apos datafolha barroso diz que valor stf nao se mede por pesquisa
Via @uolnoticias | O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, afirmou que o valor da Corte não pode ser medido por uma pesquisa, após levantamento do instituto Datafolha mostrar que a maioria da população reprova a atuação do Supremo.

O que aconteceu

"Valor de um tribunal não pode ser aferido em pesquisa de opinião", afirmou Barroso em entrevista à CNN Brasil.

O ministro destacou que o Supremo trata de "questões que dividem a sociedade", tópicos aos "quais existem desacordos morais razoáveis", o que explicaria a alta reprovação da Corte.

Barroso também reiterou que o STF desagrada "grupos poderosos" da sociedade ao resguardar e interpretar a Constituição.

"Sejam grupos econômicos, seja o governo, sejam ambientalistas, sejam agricultores ou sejam indígenas. O arranjo constitucional brasileiro faz com que cheguem ao judiciário as questões mais divisivas da sociedade brasileira. E nós precisamos decidi-las.
          — Luís Roberto Barroso, presidente do STF

Datafolha aponta insatisfação com o STF

No sábado (9), o Instituto Datafolha apontou que 38% dos brasileiros reprovam a atuação do STF, e outros 27% aprovam o trabalho da Corte. 31% considera regular a atuação dos ministros.

Conforme o Datafolha, a percepção do Supremo na sociedade piorou em relação ao levantamento feito em dezembro de 2002, quando houve empate no índice de aprovação e de reprovação — à época, 31% aprovavam e o mesmo percentual reprovavam a Corte máxima do judiciário brasileiro.

O Datafolha também apontou que a parcela da população que mais reprova o STF é aquela que se identifica com o bolsonarismo — o Supremo é responsável pela investigação de inquéritos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Corte e os ministros também foram alvos de reiterados ataques do ex-mandatário.

Fonte: @uolnoticias

0/Comentários

Agradecemos pelo seu comentário!

Anterior Próxima