O material foi utilizado pelo advogado Rogério Pastl durante o julgamento da suspensão de Victor Gabriel, que acabou punido pela Sexta Comissão Disciplinar do STJD pelo lance que causou a fratura na tíbia de Gabriel Pec, do Cruzeiro. O áudio, que circulava nas redes sociais, simulava uma conversa entre árbitros e VAR, mas era uma produção da página "Ovarbrasileiro", conhecida por publicar paródias de situações do futebol.
Na manifestação, o escritório responsável pela defesa do atleta afirmou que o conteúdo foi apresentado na tentativa de auxiliar o jogador, mas reconheceu o equívoco e informou que pediu a retirada do áudio dos autos do processo.
"Houve, sim, uma falha reconhecida na captação e utilização do conteúdo apresentado na defesa do jogador, imediatamente assumida mediante pedido expresso de retirada do áudio dos autos", diz um trecho da nota.
O Internacional e o escritório também reforçaram que não houve intenção de comprometer o julgamento ou induzir os auditores ao erro.
"Tanto o escritório quanto o Inter ressaltam que jamais tiveram a intenção de praticar qualquer ato motivado por má-fé no âmbito do processo em questão."
A polêmica surgiu na parte final do julgamento, quando a auditora Aline Gonçalves questionou a origem do material antes de apresentar seu voto. Na ocasião, Rogério Pastl afirmou não saber informar a procedência do áudio e pediu que a prova fosse desconsiderada pelos auditores.
A discussão chegou a levantar a possibilidade de o julgamento ser adiado por 24 horas, mas os auditores seguiram com a análise do caso. Ao final, Victor Gabriel foi suspenso até que Gabriel Pec esteja apto a retornar aos treinamentos, com limite máximo de 180 dias. O Internacional ainda pode recorrer da decisão ao Pleno do STJD.
O julgamento de Victor Gabriel
Victor Gabriel foi denunciado por jogada violenta após o carrinho que atingiu Gabriel Pec na vitória do Cruzeiro por 2 a 0 sobre o Internacional, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. O zagueiro colorado foi expulso diretamente pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza após o lance, ocorrido aos 15 minutos do segundo tempo.
A Procuradoria pediu o enquadramento do defensor no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punição de uma a seis partidas. O órgão também solicitou a aplicação do agravante previsto no parágrafo 3º do artigo, que permite ampliar a pena quando o atleta atingido fica impossibilitado de atuar por conta da lesão.
Durante o julgamento, Victor Gabriel prestou depoimento e se emocionou ao falar sobre o lance e a gravidade da lesão sofrida por Pec. O relator Rodrigo Steinmann Bayer votou por uma suspensão de seis jogos, mas os demais auditores divergiram e aplicaram o agravante, estabelecendo a punição até o retorno do jogador do Cruzeiro aos treinamentos.
Fonte: @espnbrasil

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