Entre as estratégias adotadas estão revisões criminais no Brasil e iniciativas na justiça italiana, com representações em organismos internacionais, entre eles o Tribunal Penal Internacional (TPI) e a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
O brasileiro Eduardo Maurício assumiu recentemente a defesa da ex-deputada e atua em conjunto com o advogado italiano Pieremilio Sammarco. Maurício diz que, caso a extradição seja confirmada, o retorno dela ao Brasil “seria o mesmo que sentenciar sua morte“.
Zambelli foi condenada a 10 anos pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por falsidade ideológica. Documentos falsos foram inseridos no sistema, incluindo um mandado de prisão fraudulento contra o ministro Alexandre de Moraes. Nesse caso, o pedido de extradição já foi negado definitivamente.
Ela também foi condenada a mais 5 anos e 3 meses de prisão pelo episódio em que apontou uma arma de fogo para um homem em São Paulo. O julgamento do pedido de extradição do caso, ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, pode entrar na pauta da justiça italiana nos próximos dias.
Em julho, a Justiça da Itália anulou um pedido feito pelas autoridades judiciais brasileiras, mas pediu que fosse refeito na instância inferior, com retorno à Corte de Apelação de Roma.
Além do foco no pedido de extradição, os advogados de Zambelli tentam de retirar o nome dela da difusão vermelha da Interpol.
Maurício afirma que, na estratégia de revisões criminais, a defesa quer fazer com que penas altas, “desproporcionais” em relação aos processos, sejam revistas, para suprimir erros e lacunas não exploradas pela antiga defesa da ex-parlamentar.
Zambelli responde em liberdade enquanto aguarda resolução do curso do processo.
Marcus Pontes
Fonte: @metropoles

Postar um comentário
Agradecemos pelo seu comentário!