'Caixinha da alegria': advogado enviou foto de propina a policiais, diz Ministério Público

'Caixinha da alegria': advogado enviou foto de propina a policiais, diz Ministério Público

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Via @uolnoticias | O advogado Sidiclei Almeida, suspeito de ser intermediário em um esquema de cobrança de propina envolvendo policiais civis de São Paulo, enviou uma foto de uma caixa com maços de dinheiro, por ele denominada "caixinha da alegria", segundo investigação do MP-SP (Ministério Público de São Paulo).

O que aconteceu

Segundo o MP, Sidclei intermediou tratativas do "acerto" diretamente com os agentes públicos. Além disso, ele teria se deslocado pessoalmente ao local da apreensão e orientou seu cliente a subdeclarar o valor da carga aos policiais, apontam as investigações.

Parte do dinheiro teria sido transferida por Pix para contas indicadas pelo advogado, enquanto outra parcela teria sido paga em espécie. Em um áudio analisado na investigação, Sidiclei teria chamado a caixa com cédulas de "caixinha da alegria".

Sidiclei foi um dos presos na operação de hoje. O UOL tenta uma posição da defesa dele, e o espaço será atualizado se houver posicionamento.

Quatro policiais civis suspeitos de cobrar propina para liberar cargas ilegais também estão entre os alvos de mandados de prisão. A operação, batizada de Merx, foi feita pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público na manhã de hoje.

Os policiais foram identificados como Bruno dos Santos, José Adriano Pereira da Silva Nishi, Marcos Vinícius de Souza Melo e Vagner Ramalho. Segundo as investigações, eles usavam informações da própria polícia para monitorar o deslocamento de caminhões e abordar os veículos suspeitos. A reportagem também tenta localizar as defesas deles, e o texto será atualizado em caso de resposta.

O grupo faria parte de uma organização que cobrava propina para liberar cargas de eletrônicos irregulares que deveriam ser apreendidas no estado. As cargas em questão teriam sido trazidas do exterior sem pagamento de impostos ou eram transportadas sem notas fiscais.

Após as abordagens, os suspeitos cobravam até 70% do valor da carga para não apreenderem o material, apontou o MP. Os valores exigidos chegavam a R$ 2,3 milhões e os crimes foram cometidos ao menos quatro vezes desde 2024.

Além disso, eles também reportavam apreensões de carga menores do que o volume transportado pelos caminhões. Em um dos casos, um policial formalizou o recolhimento de 250 aparelhos de uma carga de 4.000 celulares.

Os outros dois alvos de prisão são Jonathan Renan Vieira e Thiago Marcel Magnabosco, que trabalhariam com o transporte de carga descaminhada e teriam dado o dinheiro da propina aos policiais. O UOL buscou um advogado que representou Magnabosco em outro processo de descaminho e aguarda retorno sobre o assunto. A defesa de Vieira não foi encontrada até o momento.

Fonte: @uolnoticias

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