De acordo com Gisele Bleggi, as agressões não ocorrem de forma aleatória, mas são desencadeadas especificamente quando ela atua em processos e debates relacionados ao licenciamento ambiental. Segundo ela, há indícios de que as ações partem de grupos econômicos insatisfeitos com o rigor na fiscalização dessas licenças.
O método utilizado pelos infratores envolve o uso massivo de perfis falsos e o impulsionamento pago de publicações para disseminar discurso de ódio e misoginia. A procuradora ressaltou que, em vez de contestarem seus argumentos técnicos e jurídicos, os ataques buscam desqualificar sua imagem, sua aparência e a forma como se veste, configurando uma tentativa de desmoralização pública.
O assédio virtual é uma situação recorrente na carreira de Bleggi, que, em março deste ano, já havia tido sua imagem viralizada nas redes sociais, tornando-se alvo de escrutínio e comentários focados em seu estilo pessoal e tatuagens.
Além dos xingamentos sistemáticos, Gisele Bleggi revelou já ter recebido ameaças graves de violência, citando mensagens que faziam apologia a queimá-la. O objetivo central dessa articulação virtual, segundo a procuradora, é a intimidação. A tática visa desestabilizá-la para forçar sua desistência na condução de pautas sensíveis e na defesa das diretrizes de proteção ao meio ambiente.
Fonte: @jurinewsbr

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