Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM) na segunda-feira (31), os golpistas tinham informações sobre uma ação judicial da empresa da vítima e usaram esses dados para convencê-la a realizar transações bancárias.
Como tudo aconteceu
À PM, o empresário contou que recebeu uma ligação. Ao retornar o contato, ele conversou com uma pessoa que se apresentou como sua advogada.
Ainda segundo a vítima, a falsa advogada demonstrou conhecer detalhes do processo judicial, incluindo a parte contrária e o valor aproximado de R$ 190 mil discutido na ação.
A mulher afirmou que a empresa havia vencido o processo e que o pagamento seria feito de forma parcelada. Em seguida, pediu os dados bancários da vítima e a convidou para uma reunião virtual, alegando que seria necessário iniciar os procedimentos para liberar os valores.
Durante a chamada, um homem entrou na reunião e se apresentou como integrante do STJ.
Na sequência, os dois orientaram o empresário a acessar contas bancárias pessoais e da empresa e a realizar diversas operações financeiras. Eles disseram que os procedimentos faziam parte do protocolo para a liberação do pagamento judicial.
Acreditando que as orientações eram legítimas, o empresário seguiu todas as instruções.
Nove transferências
Conforme o boletim de ocorrência, foram identificadas nove transferências para contas de pessoas indicadas pelos criminosos, que somaram R$ 103.693,64.
Também foram registradas outras movimentações financeiras e lançamentos em cartão. Ao todo, o prejuízo chegou a R$ 177.154,69.
O empresário percebeu depois que havia sido vítima de um golpe. Segundo o registro policial, os suspeitos apagaram mensagens e outros registros da conversa. Mesmo assim, a vítima conseguiu salvar comprovantes das transferências e dos lançamentos realizados.
Após identificar as operações, o empresário entrou em contato com os bancos para tentar cancelar ou bloquear as transações e, em seguida, registrou um boletim de ocorrência.
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso é investigado.
Por Gabriel Reis, g1 Triângulo — Uberaba
Fonte: @portalg1

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