O caso remonta a uma acusação de abuso sexual ocorrida quando a filha tinha 8 anos e ganhou novos contornos depois que Danieli passou a ser apontada como responsável por articular uma tentativa de vingança contra o suposto abusador. Segundo a Record, dois homens ligados a uma facção criminosa teriam sido contratados para sequestrá-lo e matá-lo. Ele sobreviveu ao ataque.
Defesa destaca apresentação voluntária
A apresentação à polícia foi acompanhada pelo advogado Caio Percival (@caio_percival). Ao ser questionado pelo Cidade Alerta sobre a expectativa da defesa naquele momento, ele chamou atenção para o fato de Danieli ter comparecido espontaneamente à delegacia.
“Daniela se entrega de forma voluntária junto com o padrasto e isso demonstra que não há nenhuma periculosidade por parte desse casal.”
Na sequência, o advogado relacionou a situação enfrentada pela cliente ao histórico envolvendo a filha e à percepção da família sobre a resposta dada ao caso pelas instituições.
“Nós esperamos que a Justiça possa ser feita e que possam compreender uma situação que não demonstra tão somente ali o desespero de uma mãe, mas demonstra que qualquer pessoa pode ser arrebatada para o centro de uma tragédia diante de uma indignação com a Justiça.”
A manifestação coloca no centro da estratégia apresentada publicamente pela defesa dois elementos: a apresentação voluntária e a contextualização dos fatos a partir do episódio envolvendo a filha, sem que isso, por si só, antecipe a conclusão jurídica sobre a investigação.
Caso começou após acusação de abuso contra a filha
Segundo a reportagem da Record, a história teve início em 2017, quando a filha de Danieli tinha 8 anos. A mãe sustenta que a criança teria sido abusada sexualmente por Igor, primo de seu namorado, durante visitas à residência da família. A emissora informa que o procedimento relacionado ao suposto abuso acabou arquivado em razão da idade que o apontado como autor teria à época.
A reportagem também relata consequências emocionais graves enfrentadas pela filha ao longo dos anos. Ao falar sobre o que teria feito antes dos acontecimentos que agora são apurados, Danieli afirmou ao programa:
“Eu tentei fazer tudo certo através dos meios legais.”
A declaração ajuda a explicar a narrativa apresentada pela própria mãe sobre os acontecimentos, mas não afasta a apuração da conduta que lhe é atribuída posteriormente.
“Agora quem vai acabar sendo presa sou eu”
No momento em que se apresentou à polícia, Danieli também fez uma declaração contundente sobre a diferença que, em sua avaliação, existiria entre a resposta dada ao caso envolvendo a filha e a situação que ela própria passou a enfrentar.
“A Justiça deixou um pedófilo, um monstro solto na rua e agora quem vai acabar sendo presa sou eu.”
As expressões utilizadas são da própria mãe e se referem ao homem que ela aponta como autor do abuso. Na cobertura da Record, ele é tratado como suposto abusador, uma vez que a imputação não é apresentada como condenação criminal definitiva.
Danieli acabou deixando a unidade policial sem prestar depoimento. De acordo com a emissora, ela não conseguiu ser ouvida naquela ocasião, foi liberada e poderá ser chamada posteriormente para prestar esclarecimentos.
Vídeo sobre o caso
O caso e o momento da apresentação foram exibidos pelo Cidade Alerta, que ouviu Danieli e sua defesa e apresentou a reconstrução dos acontecimentos envolvendo a acusação de abuso contra a filha e a posterior tentativa de vingança.
Confira AQUI a reportagem exibida pelo Cidade Alerta

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