O caso ocorreu em Pirenópolis (GO), na quarta-feira (15/4). O delegado alegou que a prisão foi feita após a advogada publicar, nas redes sociais, críticas relacionadas a um procedimento administrativo da polícia.
“No caso, a análise do conteúdo das postagens realizadas pela investigada evidencia que não houve excesso apto a caracterizar ato ilícito. Consistiram, na verdade, em críticas legítimas à forma que ocorreu o arquivamento de uma ocorrência de seu interesse, sem qualquer menção direta ou ofensa à honra do Delegado de Polícia”, avaliou a promotora.
Além de se manifestar pela irregularidade do ato do delegado, Bruna Lucas Amadeu requereu a nulidade da fiança paga pela advogada e a restituição do valor de R$ 10 mil.
Relembre o caso
- A advogada foi presa na última quarta-feira (15/4), em Pirenópolis (GO), dentro do próprio escritório. Um vídeo registrou o momento da prisão.
- A prisão ocorreu após a advogada criticar, nas redes sociais, o arquivamento de um boletim de ocorrência que havia registrado por difamação.
- Ela foi liberada após pagar fiança de R$ 10 mil.
- Segundo o delegado, a detenção foi motivada por supostos crimes de difamação, injúria e desobediência, além de outros fatos registrados durante a abordagem.
- Para ele, as publicações da advogada extrapolaram o direito à manifestação e atingiram sua honra pessoal.
“Sem prejuízo, cabe informar que esta Promotoria de Justiça instaurou procedimento extrajudicial próprio com a finalidade de apurar as irregularidades verificadas no Auto de Prisão em Flagrante, bem como viabilizar a eventual responsabilização da Autoridade Policial pelos fatos constatados”, completou a promotora.
Na quarta-feira (22/4), o delegado foi transferido de Cocalzinho de Goiás para Águas Lindas de Goiás, por determinação do delegado-geral da PCGO, André Gustavo Corteze Ganga.
Samara Schwingel
Fonte: @portalmigalhas

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