No início da sessão, ministro Moura Ribeiro destacou o trabalho desenvolvido pela colega sobre herança digital e propôs que os cumprimentos fossem registrados em ata. Na sequência, a presidente do colegiado, ministra Daniela Teixeira, pediu uma salva de palmas à magistrada.
Ao agradecer a homenagem, Nancy contou que concluiu o doutorado aos 73 anos e disse que não esperava ver sua tese entre as finalistas do prêmio.
"Ser finalista do Prêmio Jabuti, com a minha tese de doutorado, foi uma surpresa maior ainda, que eu nunca imaginei. Foi uma surpresa muito grande e que me fez feliz."
A ministra revelou ainda que pretende concluir o pós-doutorado até dezembro, antes de deixar a magistratura.
"Se Deus quiser, até dezembro eu termino o pós-doutorado. Preciso terminar antes de sair da magistratura, né?", disse.
Nancy explicou que conciliou a formação acadêmica com a atividade jurisdicional, sem se afastar das funções no Tribunal.
"Eu realmente nunca me afastei da jurisdição, e isso faz com que os cursos se prolonguem muito."
Após a manifestação, Daniela Teixeira ressaltou a trajetória da colega.
"Um exemplo para todos nós. Ninguém aqui, agora, tem motivo para não fazer o mestrado e o doutorado, não é? Você é um exemplo para todos nós de vida, de estudo, de magistratura."
Herança digital
A tese de doutorado de Nancy deu origem à obra "Herança Digital: Acesso e Transmissão Post Mortem dos Bens", publicada pela Editora JusPodivm.
O livro ficou entre os cinco finalistas da categoria Direito da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico.
Na obra, a ministra analisa questões relacionadas ao acesso e à transmissão de contas, arquivos, conteúdos e outros ativos existentes no ambiente virtual.
Entre as propostas apresentadas estão a criação de um incidente processual para identificação e classificação dos bens digitais no inventário e a figura do inventariante digital, que auxiliaria o juízo na identificação e administração desse patrimônio.

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