MPF decidirá se Paulo Gonet será investigado por envolvimento com Banco Master

MPF decidirá se Paulo Gonet será investigado por envolvimento com Banco Master

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Via @estadao | O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) se reunirá nesta sexta-feira, 25 de setembro, para avaliar uma notícia de fato sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em processos envolvendo o Banco Master, que estão em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os conselheiros irão verificar se existem elementos suficientes para iniciar uma investigação sobre a conduta de Gonet na condução das apurações relacionadas ao Banco Master, especialmente com relação às petições (PETs) 15.556/DF e 16.662/DF, que incluem um relatório da Polícia Federal com mensagens de Daniel Vorcaro, do Banco Master, mencionando Gonet.

A reunião ocorre após menções a Gonet e a divulgação de uma foto em que o PGR aparece em um evento patrocinado por Vorcaro. O conselho analisará se Gonet deveria ter se considerado suspeito ou impedido de atuar nos casos relacionados ao Banco Master.

Gonet, em ofício ao subprocurador-geral da República, Francisco de Assis Vieira Sanseverino, negou qualquer relação de amizade ou proximidade com Vorcaro.

Ele declarou que o único encontro presencial com o banqueiro foi em abril de 2024, durante um evento jurídico público em Londres, onde estavam presentes várias outras autoridades públicas.

A defesa de Gonet argumenta que a participação em evento patrocinado por um empresário que posteriormente se tornou investigado não é razão suficiente para declarar parcialidade.

PRÁTICA DE CRIME

O conselho também decidirá se designa um subprocurador-geral da República para investigar a possível prática de crime comum atribuída a Gonet. A escolha de um subprocurador-geral ocorre porque essa é a classe mais alta da carreira no Ministério Público Federal (MPF).

A sessão será presidida pelo vice-presidente do conselho, subprocurador-geral da República Nicolao Dino, que abrirá os trabalhos e passará a palavra ao relator do procedimento, subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino. Em seguida, os conselheiros votarão em ordem inversa de antiguidade.

O colegiado é composto pelo procurador-geral e pelo vice-procurador-geral da República, como membros natos; quatro subprocuradores-gerais eleitos por procuradores de todo o país; e quatro eleitos pelos próprios subprocuradores-gerais.

Os conselheiros têm mandato de dois anos, com direito a uma recondução. O corregedor-geral do MPF participa das reuniões, mas não tem direito a voto.

Fonte: @estadao

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