O promotor que aparece nas imagens é Thomas Mohyico Yabiku. No vídeo, ele cai no chão do plenário após ficar frente a frente com o advogado de defesa Renato Soares do Nascimento.
O promotor afirma ter sido empurrado pelo advogado. A defesa nega qualquer agressão e sustenta que Yabiku simulou a queda.
Veja o vídeo:
O episódio ocorreu durante o julgamento de um réu acusado de homicídio. Diante da confusão e da impossibilidade de prosseguimento da sessão, o juiz dissolveu o Conselho de Sentença.
Segundo a ata da sessão, o promotor relatou que o advogado teria gritado e o empurrado com o corpo, provocando sua queda. Já a defesa registrou versão diferente, segundo a qual Yabiku teria se aproximado da bancada de forma ostensiva e, em seguida, se lançado ao chão.
Em entrevista ao g1, Renato Soares voltou a negar ter encostado no promotor e comparou a queda a uma simulação “à la Neymar”.
Em outro momento, o membro do MP teria discutido com o advogado Mauro Ribas Junior, que estava na plateia e havia filmado a cena do promotor caindo. Yabiku diz que foi xingado por ele, que nega.
Novo julgamento foi marcado para 18 de março de 2027.
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O MP/SP divulgou nota em apoio ao promotor e afirmou que um dos defensores teria se colocado de forma agressiva à frente de Yabiku e o empurrado com o corpo. A instituição informou ainda que os fatos serão apurados pelos órgãos competentes.
Leia a íntegra:
NOTA PÚBLICA
Em desagravo ao promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku
18 set 26
Em virtude dos graves acontecimentos registrados durante sessão plenária realizada perante a 4ª Vara do Júri da Capital, a Procuradoria-Geral de Justiça manifesta publicamente seu apoio ao promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku, em razão do episódio ocorrido no exercício de suas funções perante o Tribunal do Júri.
Conforme declaração expressamente consignada na ata da sessão, durante a sustentação da acusação, um dos defensores colocou-se agressivamente à frente do promotor de Justiça e o empurrou com o corpo, derrubando-o ao chão. Na sequência, outro advogado, que se encontrava na assistência, passou a gritar e a dirigir impropérios ao membro do Ministério Público, mesmo depois de advertido pelo juiz presidente.
Ainda segundo a ata, o promotor de Justiça não revidou e, apesar do ocorrido, declarou-se disposto a prosseguir no julgamento, em respeito aos jurados, às testemunhas, ao Poder Judiciário e ao próprio acusado, que se encontra preso. O prosseguimento da sessão tornou-se inviável após o abandono do plenário pelas defesas, circunstância que levou à dissolução do Conselho de Sentença e ao adiamento do julgamento.
A Procuradoria-Geral de Justiça repudia qualquer ato de violência, intimidação ou constrangimento praticado contra membros do Ministério Público no exercício de suas atribuições. O direito de defesa, a liberdade de atuação profissional e a intensidade própria dos debates perante o Tribunal do Júri não autorizam agressões físicas, ofensas pessoais ou condutas que impeçam o legítimo exercício da função ministerial.
Sem prejuízo da apuração dos fatos e das responsabilidades pelas instâncias competentes, com observância do devido processo legal, a Procuradoria-Geral de Justiça manifesta sua solidariedade ao promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku e reafirma a necessidade de respeito às prerrogativas funcionais e à integridade de todos os profissionais que atuam no sistema de Justiça.
São Paulo, 18 de setembro de 2026.
PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO

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