Sob alegação de estratégia, os outros quatro nomes não foram informados. A expectativa de apoio integra as conversas conduzidas pela liderança do governo no Senado, comandada por Teresa Leitão (PT-PE).
A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e mantém os salários. Para passar, precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos.
Abstenção para evitar desgaste
Além de buscar apoio entre adversários, a avaliação no governo é que uma ala da oposição pode optar pela abstenção.
A aposta é que esses senadores vão optar pela abstenção como uma maneira de evitar dar aval a uma bandeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas sem registrar voto contrário a uma proposta popular.
Como a votação será nominal, a posição de cada parlamentar ficará pública. Na leitura governista, a pressão dos trabalhadores pode tornar o voto contrário mais custoso, mesmo para senadores que criticam a condução da pauta pelo governo.
Apoio ao texto, crítica ao calendário
A posição de Damares mostra como o mérito da proposta e o momento da votação dividem até quem pretende apoiá-la.
A senadora afirmou que não apresentará emendas e votará a favor. Ao mesmo tempo, disse ser contrária à votação antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro, por considerar o calendário eleitoreiro.
Outros oposicionistas mantêm resistência ao conteúdo. Hamilton Mourão (Republicanos-RS) declarou que votará contra e que a oposição apresentará emendas em conjunto para modificar o texto.
A disputa deve se intensificar na próxima semana. Depois de três sessões de discussão, ainda faltam duas antes da votação em primeiro turno, prevista para quarta-feira (14).
Foto: As senadoras Damares Alves, Teresa Leitão e Leany Lemos durante sessão de discussão da 6x1
Fonte: @portalr7

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