“E no dia 1º de fevereiro de 2027 começamos os trabalhos pelo seu impeachment e pelo de alguns de seus colegas. Democracia e instituições voltarão a funcionar plenamente”, escreveu o senador, em resposta a um post de Gilmar sobre o resultado do primeiro turno das eleições.
A eleição de 49 senadores alinhados à direita para o mandato que se inicia em 2027 representa a maior bancada conservadora no Senado em anos recentes. Desses, 33 foram eleitos em 4 de outubro de 2026 e se somarão aos 16 parlamentares cujos mandatos vigentes vão até 2031. O Partido Liberal contribuiu com 19 nomes eleitos.
Para que um magistrado do Supremo seja condenado em processo de impeachment são necessários 54 votos, o equivalente a dois terços dos 81 senadores. A exigência desta maioria reforça o caráter solene do procedimento e define o limite mínimo de apoio político requerido.
Segundo levantamento do centro de estudos Ranking dos Políticos, o Senado terá exatamente 54 votos favoráveis a processos de impeachment contra integrantes do STF em 2027. O estudo leva em conta declarações públicas de parlamentares eleitos e de quem já ocupa cadeira na Casa Alta.
Na terça-feira, o ministro Gilmar Mendes publicou no X que nenhuma “liderança política de expressão” questionou os apurados pelas urnas, mesmo em disputas decididas por margens apertadas. Ele ressaltou que o pleito utilizou o mesmo sistema eletrônico adotado em 2018 e 2022.
Além de Marcel van Hattem, diversos internautas também criticaram a publicação de Gilmar Mendes, questionando tanto o teor do comentário quanto a oportunidade de um magistrado comentar resultados eleitorais em rede social.
BossaNews Brasil
Fonte: @portalmsn

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