Com a mudança, os pais passam a ter o dever legal de prestar assistência afetiva aos filhos, além das obrigações já previstas de sustento, guarda e educação. O texto especifica que essa assistência deve ocorrer por meio de convivência ou visitação periódica, garantindo o acompanhamento da formação psicológica, moral e social da criança ou do adolescente.
O novo §2º do artigo 4º do ECA estabelece que cabe aos pais zelar também pela assistência afetiva, que passa a ser detalhada em três dimensões:
- orientação nas principais escolhas e oportunidades profissionais, educacionais e culturais;
- solidariedade e apoio em momentos de sofrimento ou dificuldade;
- presença física quando solicitada pela criança ou adolescente, sempre que possível.
Esses pontos formalizam a noção de cuidado emocional como parte integrante das responsabilidades parentais.
A lei modifica ainda o artigo 5º do ECA para incluir expressamente o abandono afetivo entre as condutas ilícitas que violam direitos fundamentais de crianças e adolescentes. Tais atos, segundo o texto, passam a ser sujeitos à reparação civil e a outras sanções cabíveis.
O artigo 22 também foi alterado para incluir a assistência afetiva entre os deveres dos pais, que deverão assegurar sustento, guarda, convivência e educação, em conformidade com o interesse e o bem-estar dos filhos.
Leia a íntegra da lei:
____
LEI Nº 15.240, DE 28 DE OUTUBRO DE 2025
Altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), para caracterizar o abandono afetivo como ilícito civil.
O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º A Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), passa a vigorar com as seguintes alterações:
"Art. 4º ......................................................................................................................................
§ 1º ...........................................................................................................................................
§ 2º Compete aos pais, além de zelar pelos direitos de que trata o art. 3º desta Lei, prestar aos filhos assistência afetiva, por meio de convívio ou de visitação periódica, que permita o acompanhamento da formação psicológica, moral e social da pessoa em desenvolvimento.
§ 3º Para efeitos desta Lei, considera-se assistência afetiva:
I - orientação quanto às principais escolhas e oportunidades profissionais, educacionais e culturais;
II - solidariedade e apoio nos momentos de intenso sofrimento ou de dificuldade;
III - presença física espontaneamente solicitada pela criança ou adolescente quando possível de ser atendida." (NR)
"Art. 5º ......................................................................................................................................
Parágrafo único. Considera-se conduta ilícita, sujeita a reparação de danos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, a ação ou a omissão que ofenda direito fundamental de criança ou de adolescente previsto nesta Lei, incluídos os casos de abandono afetivo." (NR)
"Art. 22. Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda, convivência, assistência material e afetiva e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais.
..................................................................................................................................................... " (NR)
"Art. 56. .....................................................................................................................................
.............................................................................................................................................................
IV - negligência, abuso ou abandono na forma prevista nos arts. 4º e 5º desta Lei." (NR)
"Art. 58. No processo educacional, respeitar-se-ão os valores culturais, morais, éticos, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se-lhes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura." (NR)
"Art. 129. ...................................................................................................................................
Parágrafo único. Na aplicação das medidas previstas nos incisos IX e X do caput deste artigo, observar-se-á o disposto nos arts. 22, 23 e 24 desta Lei." (NR)
"Art. 130. Verificada a hipótese de maus-tratos, negligência, opressão ou abuso sexual impostos pelos pais ou responsável, a autoridade judiciária poderá determinar, como medida cautelar, o afastamento do agressor da moradia comum.
..................................................................................................................................................... " (NR)
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 28 de outubro de 2025; 204º da Independência e 137º da República.
GERALDO JOSÉ RODRIGUES ALCKMIN FILHO
Macaé Maria Evaristo dos Santos
Enrique Ricardo Lewandowski

The recent law recognizing emotional abandonment as a civil offense is a significant step forward in protecting children's rights. It highlights the importance of emotional support in development. For a fun break, check out this amazing game スイカゲーム that brings joy to all ages!
ResponderExcluirI completely agree with this change to the ECA, recognizing affective abandonment as a civil wrong gives real weight to something that has always mattered deeply in a child's psychological, moral, and social development. Formalizing duties like presence, support during difficult times, and guidance in life choices is a meaningful step forward for children's rights. Reading through heavy legal news like this all day can be draining, though. Whenever I need a fun break, I unwind with friday night funkin, it's an online rhythm game with nostalgic 90s visuals and rap music battles that never fails to lift my mood before I get back to work.
ResponderExcluirI fully agree that recognizing emotional abandonment as a civil wrong is an important step, making affective care an explicit parental duty alongside support, custody, and education gives real weight to something that shapes a child's whole life. The three dimensions described, like presence and support in difficult moments, capture what genuine care means. On a related note about emotional connection, I've been using text to song AI to create personalized songs for my own kids, and it's a surprisingly touching way to express affection that words alone sometimes can't.
ResponderExcluirI fully agree with this legislation, recognizing affective abandonment as a civil wrong under the ECA is an important step. Formalizing parents' duty to provide emotional support, presence, and guidance alongside sustenance, custody, and education acknowledges what truly shapes a child's development. It's also a reminder that discipline and consistency matter in every area of life, something I notice even when unwinding with speedstars, where rhythm and steady cadence make all the difference. Hopefully this law leads to real change in how parental responsibility is understood.
ResponderExcluirI completely agree with this move, recognizing affective abandonment as a civil wrong and making emotional care a formal parental duty is an important step in protecting children's development. Law 15.240/25 rightly adds affection alongside support, custody, and education. On a lighter note, after reading heavy legal news, I like to unwind with quick games, and basketball bros has been my go-to for fast-paced arcade basketball matches right in the browser.
ResponderExcluirReally glad to see this law finally sanctioned, recognizing emotional abandonment as a civil wrong under the ECA is an important step. The three dimensions it spells out (guidance in major life choices, support in hard times, and physical presence) capture what parental responsibility should truly mean beyond just financial support. Articles like this deserve wide circulation. On a lighter note, when I need a quick mental break between reading heavy legal news, I've been playing baseball bros unblocked, it's a simple pick-up-and-play baseball game that's surprisingly satisfying for a few minutes of downtime.
ResponderExcluirI completely agree with this change to the ECA. Recognizing emotional abandonment as a civil wrong and making affective care an explicit parental duty is an important step in protecting children's psychological, moral and social development, and detailing it through guidance, support and physical presence makes the obligation much clearer. After reading heavier legal news like this, I usually take a short break to clear my head, and lately I've been doing that with space waves game, a fast-paced side-scrolling arcade game where you guide an arrow through space tunnels without crashing. It's a simple but surprisingly good way to reset before diving back into work.
ResponderExcluirI completely agree with the points raised in this article, recognizing emotional abandonment as a civil wrong is a meaningful step, since parental duties should go beyond just financial support and include genuine presence in a child's life. The breakdown of affective assistance into guidance, solidarity, and physical presence makes the concept much clearer. On a lighter note, when I need a quick mental break from reading heavy legal news, I unwind with slope unblocked, a fast-paced endless runner that really sharpens your reflexes and focus.
ResponderExcluirPostar um comentário
Agradecemos pelo seu comentário!