O juiz do TJ-SP encontrado morto carbonizado em carro nasceu em Mogi das Cruzes, em São Paulo, em 1981, e se formou em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas e tinha duas especializações.
Quem era o juiz do TJ-SP encontrado morto carbonizado
Antes da magistratura, o juiz do TJ-SP encontrado morto carbonizado foi advogado e delegado. De acordo com seu perfil profissional, Campos trabalhou como advogado por dez anos. Depois, foi delegado da Polícia Civil do Espírito Santo e juiz substituto na Justiça capixaba.
Gustavo de Castro Campos entrou no TJ-SP, em 2014, onde iniciou como juiz substituto da 14ª Circunscrição Judiciária, com sede em Barretos. E também passou pela comarca de Tambaú antes de assumir a 2ª Vara de Mococa.
Em nota, o TJ-SP lamentou a morte do juiz: “Os integrantes do Tribunal de Justiça de São Paulo comunicam e lamentam o falecimento do juiz Gustavo de Castro Campos e se solidarizam com familiares e amigos neste momento de luto e despedida”.
Estarrecimento na OAB de Mococa
A OAB disse estar “estarrecida”. “O falecimento prematuro do magistrado consterna profundamente a nossa classe. Dr. Gustavo de Castro Campos era um juiz amplamente respeitado por toda a advocacia, destacando-se sempre pela urbanidade, cordialidade e pelo profundo respeito no trato diário com os operadores do Direito e servidores da Justiça”.
A Prefeitura de Mococa declarou luto oficial de três dias por conta do juiz do TJ-SP encontrado morto carbonizado. “Medida expressa a homenagem a solidariedade do Poder Executivo aos familiares, amigos e colegas da magistratura”, diz a nota.
A Apamagis (Associação Paulista dos Magistrados) também lamentou o ocorrido. “A Apamagis lamenta profundamente a morte do Juiz Gustavo de Castro Campos e se solidariza com a família e os amigos neste momento de dor”, diz o comunicado.
Entenda o caso do juiz do TJ-SP encontrado morto carbonizado em carro
Gustavo Campos foi encontrado morto carbonizado dentro do próprio veículo. O veículo do juiz, um Volvo, estava na Estrada de Terra Euclides Dotta, na zona rural de São João da Boa Vista, a 77 km de Mococa. A Polícia Militar foi acionada por volta das 20h15.
A testemunha tentou apagar as chamas com uma retroescavadeira. Um homem que passava pelo local jogou terra sobre o carro. Em depoimento, ele disse à polícia que não percebeu ninguém dentro por causa da fumaça e dos vidros escuros.
Corpo estava no banco do motorista
Os bombeiros controlaram o incêndio e encontraram a vítima. O juiz do TJ-SP encontrado morto carbonizado em carro foi identificado por uma tatuagem no abdômen e pelos documentos na carteira.
A polícia não encontrou sinais aparentes de violência. Além disso, nada foi levado do carro, visto que a aliança e a carteira continuavam com a vítima. O caso é investigado como morte suspeita. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São João da Boa Vista conduz o inquérito.
Bruno Benetti
Fonte: @ndmais

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