STF chega dividido a julgamento sobre Moraes; seis ministros têm posições mais consolidadas

STF chega dividido a julgamento sobre Moraes; seis ministros têm posições mais consolidadas

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Via @portalg1 | Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) chegam à sessão inédita desta terça-feira (15) com o plenário publicamente rachado.

O cenário que se desenha é de dificuldades para Alexandre de Moraes, mas a decisão sobre apurar ou não conduta do ministro poderá ser adiada.

Desde que o ministro André Mendonça retirou, no começo do mês, o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) que apontou 52 mensagens de Vorcaro para Moraes, o STF enfrenta uma crise sem precedentes, marcada por atropelos processuais, guerras de liminares, cobranças e divergências expostas.

Nos bastidores, as articulações envolveram uma série de telefonemas, consultas, reuniões reservadas, jantares na tentativa de se encontrar uma resposta institucional para a crise.

Até agora, seis votos são considerados mais consolidados.

André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques estão alinhados. Do outro lado, Moraes conta com o apoio de Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

O único consenso entre as duas alas que se formaram no STF é que não há nenhuma certeza sobre o que vai ocorrer na sessão desta terça.

A visão de Mendonça e de seu grupo

Ministros da ala de Mendonça apostam que o presidente do Supremo, Edson Fachin, deve propor algum tipo de apuração sobre Moraes. Se isso se confirmar, a ministra Cármen Lúcia pode acompanhar o entendimento.

A avaliação é que a Corte não pode simplesmente ignorar a gravidade das mensagens, mesmo que se considere ter havido um problema na produção do relatório da PF sobre Moraes. Como relator, Fachin pode, com seu voto, direcionar a discussão no plenário.

Ala Moraes

A ala de Moraes tem indicado que vai levantar, ao longo do julgamento, questões processuais — as chamadas "preliminares" — que podem, inclusive, barrar a abertura de uma investigação e evitar que o teor das mensagens seja discutido.

Entre os pontos que poderão ser levantados com essa finalidade estão:

  • a necessidade de julgamento conjunto sobre a atuação de Mendonça nos inquéritos do Master e do INSS (Fachin já negou essa possibilidade e marcou essa análise para 23 de setembro);

  • a nulidade do relatório produzido pela PF, já que Mendonça não comunicou previamente a Presidência;

  • eventuais ilicitudes das provas;

  • a falta de tempo para analisar todo o conteúdo extraído pela PF do celular de Vorcaro;

  • o questionamento da participação de colegas que teriam sido mencionados nas investigações, ainda que indiretamente.

Outra possibilidade é que os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes já tratem de fatos relacionados ao celular de Vorcaro, uma vez que conseguiram acesso aos dados extraídos do aparelho nesta segunda-feira (14).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já manifestou, no STF, ser a favor do arquivamento do relatório produzido por determinação de Mendonça, sob o argumento de que houve irregularidades na sua elaboração.

Segundo a PGR, a produção do documento foi determinada pelo ministro no âmbito das investigações do caso Master, sem comunicação prévia à Presidência, sem submissão ao plenário e com suposto direcionamento.

Um vício na origem do relatório poderia fazer com que os ministros sequer chegassem a discutir se as mensagens justificam a abertura de uma investigação — ou se seria necessário ter acesso também às respostas de Moraes a Vorcaro para que uma apuração pudesse ser aberta.

Participação de Toffoli

O ministro Dias Toffoli teria indicado a colegas que a tendência é não participar do julgamento, já que a discussão é um desdobramento do caso Master sobre o qual ele tem se declarado suspeito para votar desde que deixou a relatoria das investigações.

Toffoli reconheceu ser sócio de uma empresa que vendeu participação em um resort para um fundo ligado a Vorcaro.

A saída do ministro da relatoria foi costurada em uma reunião fechada dos ministros em fevereiro, após Fachin receber um relatório da PF.

Por Márcio Falcão
Fonte: @portalg1

1/Comentários

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  1. The article gives an interesting look at how divided the STF was before the Moraes case, especially with ministers already showing different positions. That uncertainty and the challenge of reading people reminded me of among us sometimes the hardest part is figuring out who to trust. I still enjoy those tense rounds; worth trying if you haven’t played lately.

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