Moraes critica relatório da PF, acusa Mendonça de agir por ‘vingança’ e pede arquivamento do caso

Moraes critica relatório da PF, acusa Mendonça de agir por ‘vingança’ e pede arquivamento do caso

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Via @jurinewsbr | O ministro Alexandre de Moraes quebrou o silêncio sobre as suspeitas levantadas em relatórios da Polícia Federal e apresentou uma manifestação de 44 páginas ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. No documento, protocolado na segunda-feira (14), Moraes classifica a investigação conduzida pelo ministro André Mendonça como "inconstitucional e ilegal". O magistrado nega categoricamente ter cometido qualquer irregularidade ou favorecido o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, afirmando que as mensagens colhidas pela PF não indicam "autoria e materialidade da prática de qualquer infração penal".

Moraes argumenta que o procedimento que resultou no relatório é nulo, pois teria sido instaurado de ofício por Mendonça, sem a necessária provocação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou autorização do plenário do STF. "Na presente hipótese, de maneira absolutamente inconstitucional e ilegal, o ministro relator determinou, de ofício, a realização de atos de investigação em relação a um ministro da Corte", diz o texto. O ministro enfatiza que nunca julgou processos envolvendo a instituição financeira ou seu proprietário e que jamais teve conhecimento prévio da Operação Compliance, que resultou na prisão de Vorcaro.

Um dos pontos centrais da defesa reside na própria dinâmica da prisão do banqueiro. Moraes destaca que Vorcaro foi detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos portando passaporte e celular, o que demonstraria que ele não possuía informações privilegiadas sobre o mandado judicial. "Não é lógico, razoável e plausível concluir que houve favorecimento ou vazamento de informações", sustenta. O ministro também ataca a metodologia da PF, afirmando que o relatório se baseia em anotações de blocos de notas do celular de terceiros, e não em comunicações diretas suas. Ele classifica o episódio como uma "farsa" motivada por vingança política de aliados dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Fonte: @jurinewsbr

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