Alexandre de Moraes determina bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz

Alexandre de Moraes determina bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz

Alexandre de Moraes determina bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz
Via @consultor_juridico | O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz e a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial.

A decisão aconteceu no âmbito do inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado e o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).

O magistrado determinou ainda uma investigação sobre a rede de correntistas da empresa Alcazar Holdings, dona da conta que tinha o senador cadastrado como “usuário master” — condição que dá a ele o poder de gerenciar a conta.

Alexandre pediu ainda o cancelamento dos passaportes do investigado e a suspensão de atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as suas empresas.

A medida foi tomada depois que a Polícia Federal descobriu que Willer viajou para Miami (EUA) em agosto, após ser alvo da operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes em benefícios do INSS.

Informação Privilegiada

Na última semana, o Superior Tribunal de Justiça abriu apuração interna para averiguar o vazamento de minutas de votos de ministros e de pareceres do Ministério Público Federal ao advogado.

O servidor que seria o responsável pelo vazamento e que atua na área de informática do tribunal foi exonerado.

O vazamento de informações foi divulgado em reportagem do portal UOL. Willer Tomaz receberia informações adiantadas de votos dos ministros e posições do MPF e, com isso, definia a estratégia processual.

Segundo o UOL, o procurador aposentado Antônio Carlos Simões Soares, é suspeito de vazar informações sigilosas e combinar o conteúdo de pareceres com Tomaz.

Assim como o advogado, Soares é próximo de Flávio, e chegou a ser cotado para o cargo de procurador-geral da República em 2019, no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Tomaz, por sua vez, pagou viagens de Flávio à Europa, segundo a Polícia Federal, e teria cedido um imóvel em São Paulo para a campanha do candidato em 2026, de acordo com a revista Piauí.

Ao UOL, o advogado negou categoricamente ter obtido esse tipo de acesso ou ter interferido ou ajustado o conteúdo de manifestações do MPF.

Fonte: @consultor_juridico

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