É justamente esse caminho que o Legis (@legis.hub) busca encurtar com seu Conector de IA. Baseada no MCP (Model Context Protocol), a integração permite conectar ferramentas como ChatGPT, Claude e Gemini às informações mantidas no software jurídico. Em vez de transportar manualmente todo o contexto para o chat, o advogado pode fazer a pergunta e permitir que a IA consulte no Legis as informações necessárias para respondê-la, sempre de acordo com as permissões de acesso daquele usuário.
A novidade faz parte de uma aplicação mais ampla de inteligência artificial dentro da plataforma. Enquanto o Conector de IA leva o contexto dos processos às ferramentas já utilizadas pelos profissionais, a Lia, assistente do LegisAtende, atua em outra ponta da rotina: conversa com clientes pelo WhatsApp, consulta informações processuais, realiza triagens e pode agendar reuniões.
O que muda quando a IA passa a consultar o processo
A diferença pode ser percebida em situações corriqueiras. Um advogado que queira saber o que aconteceu recentemente em determinado processo pode perguntar à IA:
“Resuma as principais movimentações desse processo nos últimos 30 dias”.
A ferramenta consulta as informações disponíveis no Legis e organiza a resposta a partir daquele histórico.
O mesmo princípio pode ser aplicado para verificar o status atual de um processo, entender uma intimação considerando o histórico do caso ou preparar uma reunião com um cliente. Também é possível retomar um processo que estava parado ou solicitar a elaboração de uma minuta considerando as informações disponíveis no sistema. Antes de uma reunião, por exemplo, a IA pode reunir o histórico de contato e as principais movimentações relacionadas ao cliente.
A consulta não fica restrita a uma única categoria de informação. Conforme a funcionalidade apresentada pela Legis, podem ser acessados processos, movimentações, intimações, publicações, andamentos processuais, dados das partes, informações de CRM e histórico relacionado aos clientes.
Com isso, muda principalmente a forma de fornecer contexto à inteligência artificial. O fluxo de abrir o sistema, localizar a informação, copiar, colar no chat e explicar o caso pode dar lugar a outro mais direto: o profissional faz a solicitação, a IA consulta o Legis e responde considerando os dados aos quais aquele usuário possui acesso.
Segundo o Legis, a integração pode ser configurada sem necessidade de programação e está disponível também durante o período de teste gratuito.
Teste GRÁTIS AQUI!A IA respeita as permissões de acesso aos dados
A possibilidade de uma ferramenta de inteligência artificial acessar informações do software jurídico também traz uma questão importante: o que essa IA pode efetivamente fazer dentro do Legis?
A integração via MCP do Legis permite que a inteligência artificial acesse e interprete as informações disponibilizadas no sistema, sempre dentro dos limites definidos para cada usuário
“O advogado já usa IA no dia a dia, mas gasta tempo levando o contexto do processo para dentro do chat. Com o conector, a IA vai até o Legis buscar esse contexto, respeitando as mesmas permissões que o usuário já tem no sistema”, afirma Murilo Ventura, head de produto do Legis.
As permissões já existentes também são mantidas. Assim, se determinado usuário não possui acesso a uma informação no Legis, a conexão com a IA não amplia essa autorização.
Do processo para a conversa no WhatsApp
A inteligência artificial também aparece na comunicação entre escritório e cliente por meio da Lia, assistente integrada ao LegisAtende. Quando alguém envia uma mensagem para o WhatsApp do escritório, a ferramenta pode identificar o cliente, consultar seus processos no Legis e responder perguntas sobre o andamento em linguagem mais simples.
Para novos contatos, a Lia pode realizar uma triagem inicial, fazer perguntas de acordo com a área jurídica e organizar a demanda antes de encaminhá-la ao profissional. O escritório também define como a assistente deve se comunicar e pode estabelecer orientações específicas para o atendimento.
O sistema prevê, contudo, situações em que a conversa deixa de ser automatizada. Segundo o Legis, informações de processos em segredo de justiça não são compartilhadas pela Lia, enquanto determinados termos considerados sensíveis acionam o encaminhamento para atendimento humano. Entre os exemplos apresentados estão palavras como “sentença”, “acórdão”, “improcedente” e “condenado”.
Na prática, as duas aplicações partem de uma mesma lógica: fazer com que a inteligência artificial trabalhe com o contexto que já existe na operação do escritório. De um lado, ChatGPT, Claude ou Gemini podem consultar informações utilizadas pelo profissional; do outro, a Lia utiliza dados disponíveis no Legis para apoiar o atendimento pelo WhatsApp.
A mudança proposta, portanto, não está apenas em acrescentar mais uma inteligência artificial à rotina jurídica. Está em conectar ferramentas de IA aos dados que o escritório já utiliza, reduzindo etapas manuais para fornecer contexto e permitindo que diferentes tarefas partam das informações disponíveis no próprio sistema.
Mais informações podem ser consultadas na site do Legis e no Instagram @legis.hub.
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