Advocacia: Deputado propõe projeto para acabar com a exigência de inscrição suplementar na OAB

Advocacia: Deputado propõe projeto para acabar com a exigência de inscrição suplementar na OAB

Advocacia: Deputado propõe projeto para acabar com a exigência de inscrição suplementar na OAB
Via @law.letter | O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) apresentou, em 19 de outubro de 2026, um projeto de lei que propõe acabar com a exigência de inscrição suplementar na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para profissionais que atuam em diferentes estados.

Segundo o JOTA, o PL 5.608/2026 pretende reduzir custos e burocracias, adequando o Estatuto da Advocacia à realidade dos processos eletrônicos e das audiências virtuais.

⚖️ COMO FUNCIONA A REGRA ATUAL?

O artigo 10 da Lei nº 8.906/1994 exige inscrição suplementar quando o advogado passa a atuar habitualmente em outro estado.

A habitualidade é caracterizada pela atuação em mais de cinco causas por ano na mesma unidade da Federação, o que pode gerar anuidades e obrigações adicionais.

⚖️ O QUE O PROJETO PRETENDE MUDAR?

A proposta busca permitir que advogados atuem em processos de todo o país sem precisar realizar inscrições suplementares nas seccionais de outros estados.

Na justificativa, Kataguiri argumenta que a exigência representa um custo desproporcional, especialmente para jovens profissionais e escritórios de pequeno e médio porte.

⚖️ QUAL É A POSIÇÃO DA OAB?

A entidade também iniciou discussões sobre a revisão das regras.

Em 19 de outubro, o Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais criou um grupo de trabalho com prazo de 30 dias para apresentar alternativas.

A preocupação é conciliar a modernização da advocacia com a manutenção dos serviços e do financiamento das seccionais.

A OAB-SP, por sua vez, defende a revisão dos critérios de cobrança e questiona situações em que advogados são cobrados apenas por constarem em procurações.

⚖️ A INSCRIÇÃO SUPLEMENTAR JÁ FOI EXTINTA?

Não. O projeto ainda precisa passar pelo processo legislativo, incluindo análise na Câmara e no Senado, antes de eventual sanção presidencial.

Enquanto não houver alteração na legislação, a exigência prevista no Estatuto da Advocacia permanece válida.

Fonte: @law.letter

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