Para o ministro, a anotação é uma das evidências de que a Maria do Socorro estaria recebendo propina de forma ilegal para conceder decisões judiciais em troca de compensação financeira. "É difícil nessa profissão, por meios lícitos, exceto em situações de herança ou acerto na loteria, dispor desse dinheiro", ponderou Fernandes.
Além da agenda pessoal da desembargadora, a Corte teve acesso às movimentações financeiras, mensagens do WhatsApp e depoimentos de delatores antes de proferir a decisão que condenou Maria do Socorro e outros quatro réus, inclusive o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
O colegiado também condenou Adailton Maturino dos Santos, apontado como articulador do esquema, sua esposa, Geciane Maturino dos Santos, e o advogado Ricardo Augusto Três.
CONFIRA CADA PENA:
- Adailton Maturino dos Santos: 21 anos e 7 meses de prisão
- Geciane Maturino dos Santos: 16 anos e 4 meses de prisão
- Sérgio Humberto de Quadros Sampaio: 15 anos e 8 meses de prisão
- Maria do Socorro Barreto Santiago: 14 anos e 11 meses de prisão
- Ricardo Augusto Três: 10 anos e 9 meses de prisão
A Corte determinou a perda dos cargos públicos dos dois magistrados. Após o trânsito em julgado, a decisão deverá repercutir na cassação das aposentadorias e dos proventos de inatividade. O colegiado ainda determinou o perdimento dos bens e valores provenientes dos crimes em favor da União.
Assista ao vídeo:
▶️"Meu desejo é ganhar 10 milhões para ter uma vida de opulência e riqueza", dizia anotação de juíza condenada na Operação Faroeste Confira⤵️ https://t.co/gnBFbHcsfk
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 22, 2026
Por Lizzy Maria
Fonte: @bahianoticias

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