No meio político, a avaliação é que o deputado estaria “esticando a corda além do limite”. Segundo uma voz moderada entre os aliados do presidente Bolsnaro, "ele parece jogar no confronto". A postura do parlamentar é reprovada por amplos setores militares, que acabam de iniciar um “périplo” por tribunais superiores, no esforço pela reabertura do diálogo entre Executivo e Judiciário. O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, nesta terça (3), teria avaliado como “construtivo” o diálogo com o presidente do STF, Luiz Fux, após encontro no gabinete do ministro.
A rodada de conversas aberta por Nogueira também inclui o presidente do TSE, Edson Fachin. Os encontros do general com os magistrados tiveram o aval do presidente Bolsonaro, mas têm seu efeito ofuscado pelo novo confronto entre Silveira e Moraes.
Após aplicar multa pesada ao deputado, de mais de R$ 400 mil, nesta quarta, mesmo dia em que Silveira se recusou a receber a oficial de Justiça e a adotar a tornozeleira, Moraes oficiou o Banco Central para que bloqueie os bens do parlamentar de maneira a permitir o pagamento da multa. Também o comando da Câmara será notificado da ordem de bloquear os vencimentos do deputado no limite de 25%, para o mesmo fim.
A escalada de hostilidades aumenta a pressão sobre a definição jurídica para a abrangência do perdão presidencial. A questão é relatada pela ministra do STF, Rosa Weber, que não tem prazo para decidir ou levar a questão ao plenário da Corte. A situação também diminui as chances de sucesso dos que trabalham para que a definição sobre o tema seja adiada para depois das eleições.
Christina Lemos | Do R7
Fonte: noticias.r7.com
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