Agentes da Polícia Federal cumprem mandados de busca e apreensão na sede do sindicato em São Paulo. A operação investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
Ao todo, a corporação cumpre 66 mandados, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além de São Paulo, os mandados de busca e apreensão são cumpridos no Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e no Distrito Federal.
Segundo a PF, a ação desta quinta-feira tem o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Presidente do sindicato presta depoimento na CPMI
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito ouve, nesta quinta-feira (9), o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, alvo da nova fase da operação Sem Desconto, da Polícia Federal.
O depoimento de Milton Baptista de Souza Filho foi solicitado em dez requerimentos apresentados à comissão. Um dos parlamentares que fizeram essa solicitação foi o líder da oposição no Senado, Rogerio Marinho (PL-RN).
No requerimento, ele lembra que o Sindnapi, vinculado à Força Sindical, aparece entre as entidades que teriam sido mais beneficiadas pelo mecanismo de descontos associativos operado via INSS. Segundo Marinho, o Sindnapi teria recebido mais de R$ 1 bilhão entre 2008 e 2025.
Os demais requerimentos foram apresentados pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF); pelas deputadas federais Adriana Ventura (Novo-SP) e Bia Kicis (PL-DF); e pelos deputados federais Beto Pereira (PSDB-MS), Zé Trovão (PL-SC), Duarte Jr. (PSB-MA), Orlando Silva (PCdoB-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e Sidney Leite (PSD-AM).
Beatriz Matos
Fonte: @bandtv

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