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Advogado que partiu idosa ao meio já arrancou a cabeça de companheira. Vídeo

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Via @metropolesPaulo Roberto Gomes dos Santos (foto em destaque), o advogado preso em flagrante nessa terça-feira (20/1) após atropelar e matar uma mulher de 72 anos, na Avenida da FEB, em Várzea Grande (MT), já foi condenado por outros crimes brutais.

No fim da década de 1990, quando atuava como policial civil no Rio de Janeiro (RJ), o homem matou o delegado Eduardo da Rocha Coelho com um tiro na nuca.

Após o primeiro crime, Paulo fugiu do RJ e passou a viver em Mato Grosso. Para não ser reconhecido, ele usou, por um longo período, um nome falso, apresentando-se como Francisco de Ângelis Vaccani Lima.

Em 2004, ele matou a própria companheira, a estudante de enfermagem Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos, após descobrir uma suposta traição.

A vítima foi atraída para uma emboscada, asfixiada e morta no quarto de um motel. Depois, teve os dedos arrancados e a cabeça separada do corpo, que foi posteriormente atirada em rio e jamais encontrada.

Em 2006, Paulo Roberto foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato do delegado. No ano seguinte, foi condenado a 19 anos de prisão pelo crime contra Rosemeire Maria.

O atropelamento

O acidente de trânsito que tirou a vida de Ilmis Dalmis Mendes da Conceição ocorreu na manhã dessa terça (20), por volta das 10 horas, na Avenida da FEB. Ela teve o corpo partido ao meio.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima estava atravessando a avenida e foi atropelada pelo Fiat Toro, conduzido pelo suspeito.

O corpo da mulher foi jogado para o outro lado da via, momento em que foi novamente atropelada por um veículo Fiat Strada.

O advogado, que dirigia o Fiat Toro, fugiu do local logo após o acidente. Ele foi localizado, em seguida, pelos policiais da Deletran no Shopping de Várzea Grande.

Em depoimento, ele alegou que não atropelou a vítima e que, na verdade, foi ela quem atingiu o seu carro.

Segundo o titular da Deletran, delegado Christian Alessandro Cabral, a análise das imagens de câmeras de segurança permitiu verificar que a vítima estava a menos de 50 centímetros de alcançar o canteiro central da via, concluindo sua travessia, momento em que ocorreu o atropelamento.

O delegado destacou ainda que, no momento do acidente, o motorista possuía amplo campo de visão e de manobra na via, não havia veículos à sua frente e ele não tentou frear seu veículo, nem desviá-lo da vítima.

“As imagens também revelaram de maneira cristalina que, além de trafegar em altíssima velocidade, o motorista seguiu seu destino após a colisão, como se nada houvesse ocorrido, demonstrando total ausência de preocupação e arrependimento com os fatos”, explicou.

Diante das evidências, foi lavrado o flagrante de homicídio doloso por dolo eventual, uma vez que o motorista assumiu o risco de causar o acidente e a morte da vítima.

A coluna apurou que, apesar de figurar como autor de três crimes brutais, o registro de Paulo Roberto aparece na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) como “situação regular”.

Letícia Guedes
Fonte: @metropoles

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