No fim da década de 1990, quando atuava como policial civil no Rio de Janeiro (RJ), o homem matou o delegado Eduardo da Rocha Coelho com um tiro na nuca.
Após o primeiro crime, Paulo fugiu do RJ e passou a viver em Mato Grosso. Para não ser reconhecido, ele usou, por um longo período, um nome falso, apresentando-se como Francisco de Ângelis Vaccani Lima.
Em 2004, ele matou a própria companheira, a estudante de enfermagem Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos, após descobrir uma suposta traição.
A vítima foi atraída para uma emboscada, asfixiada e morta no quarto de um motel. Depois, teve os dedos arrancados e a cabeça separada do corpo, que foi posteriormente atirada em rio e jamais encontrada.
Em 2006, Paulo Roberto foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato do delegado. No ano seguinte, foi condenado a 19 anos de prisão pelo crime contra Rosemeire Maria.
O atropelamento
O acidente de trânsito que tirou a vida de Ilmis Dalmis Mendes da Conceição ocorreu na manhã dessa terça (20), por volta das 10 horas, na Avenida da FEB. Ela teve o corpo partido ao meio.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima estava atravessando a avenida e foi atropelada pelo Fiat Toro, conduzido pelo suspeito.
O corpo da mulher foi jogado para o outro lado da via, momento em que foi novamente atropelada por um veículo Fiat Strada.
O advogado, que dirigia o Fiat Toro, fugiu do local logo após o acidente. Ele foi localizado, em seguida, pelos policiais da Deletran no Shopping de Várzea Grande.
Em depoimento, ele alegou que não atropelou a vítima e que, na verdade, foi ela quem atingiu o seu carro.
Segundo o titular da Deletran, delegado Christian Alessandro Cabral, a análise das imagens de câmeras de segurança permitiu verificar que a vítima estava a menos de 50 centímetros de alcançar o canteiro central da via, concluindo sua travessia, momento em que ocorreu o atropelamento.
O delegado destacou ainda que, no momento do acidente, o motorista possuía amplo campo de visão e de manobra na via, não havia veículos à sua frente e ele não tentou frear seu veículo, nem desviá-lo da vítima.
“As imagens também revelaram de maneira cristalina que, além de trafegar em altíssima velocidade, o motorista seguiu seu destino após a colisão, como se nada houvesse ocorrido, demonstrando total ausência de preocupação e arrependimento com os fatos”, explicou.
Diante das evidências, foi lavrado o flagrante de homicídio doloso por dolo eventual, uma vez que o motorista assumiu o risco de causar o acidente e a morte da vítima.
A coluna apurou que, apesar de figurar como autor de três crimes brutais, o registro de Paulo Roberto aparece na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) como “situação regular”.
Letícia Guedes
Fonte: @metropoles

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