Os processos por difamação foram movidos contra a repórter pelo juiz do caso, Rudson Marcos, e pelo promotor Thiago Carriço de Oliveira, que também atuou no julgamento em que Mari Ferrer foi insultada pelo advogado Cláudio Gastão, defensor de André Aranha, acusado de estupro. A repercussão do episódio levou o Congresso a aprovar uma lei que prevê punição para atos contra a dignidade de vítimas de violência sexual e de testemunhas do processo durante julgamentos.
A condenação de Schirlei foi classificada como "ultrajante" por entidades de jornalismo como a Abraji, a Fenaj, o Repórteres Sem Fronteiras e o Instituto Vladimir Herzog, entre outras. A defesa da repórter recorreu da sentença e ainda aguarda o julgamento de recursos em segunda instância, no próprio Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
No último dia 5, o TJ-SC decidiu promover 11 juízes a desembargadores, entre eles Andrea Studer. No caso da magistrada, ela foi promovida "por merecimento", em vaga exclusiva de mulheres — de acordo com resolução do Conselho Nacional de Justiça que estabelece paridade de gênero para acesso à Corte. A posse dos novos desembargadores está marcada para o próximo dia 27.
A propósito, um dia antes de a juíza condenar a jornalista, o CNJ aprovou, por unanimidade, a aplicação da pena de advertência ao juiz Rudson Marcos por sua omissão na condução da audiência. O magistrado é defendido pelo advogado Rodrigo Collaço, que era desembargador e presidente do Tribunal de Santa Catarina até 2020, quando se aposentou.
Por Gustavo Maia
Fonte: @jornaloglobo

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