A declaração foi feita durante participação no seminário “O Brasil na visão das lideranças públicas”, promovido pela Fundação FHC, em São Paulo.
“Eu acho que, em parte, há uma certa desconfiança das instituições, não apenas das públicas”, disse a ministra. Apesar disso, ela ressaltou que, no âmbito pessoal, sua atuação segue estritamente a legalidade. “Podem dormir tranquilos. Não há uma linha minha que esteja fora da lei”, afirmou.
Cármen Lúcia também declarou ter “ciência da tensão” vivida pelo Supremo e defendeu maior transparência por parte da Corte, inclusive em atividades realizadas fora de Brasília. Para ela, é necessário reforçar a percepção de que o tribunal atua em benefício da sociedade.
“Precisamos mostrar ao povo que estamos ali para servir”, afirmou. A ministra acrescentou que o STF não pode manter a mesma dinâmica e que mudanças vêm sendo buscadas “há pelo menos 10 ou 15 anos”.
As declarações ocorrem em um contexto de piora na avaliação pública do tribunal. Segundo levantamento do PoderData, 52% dos brasileiros consideram o trabalho dos ministros do STF “ruim” ou “péssimo”, o maior índice desde o início da série, em 2021, quando o percentual era de 31%. Em dezembro de 2025, a taxa estava em 44%.
Com informações do Poder 360
Foto: Rosinei Coutinho/STF
Fonte: @jurinewsbr

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