Caso Henry: delegado diz que mãe do menino tirou até selfie na delegacia

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Via @canalcienciascriminais | Na quarta-feira (06/05) começou, no 2ª Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, a oitiva de testemunhas do caso Henry. O responsável pela investigação, delegado Edson Henrique Damasceno, foi o primeiro a ser ouvido. O delegado destacou o comportamento mãe na delegacia no dia da morte de Henry:

"Ela tirou uma ‘selfie’, pediram pizza e até fizeram brincadeiras.

No início deste ano, no dia 8 de março, morreu o menino Henry Borel, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele tinha quatro anos de idade. De acordo com a denúncia, o ex-vereador Dr. Jairinho, padrasto do menino, e Monique Medeiros, mãe de Henry, praticaram homicídio qualificado, tortura, coação de testemunha, fraude processual e falsidade ideológica.

Das 12 testemunhas arroladas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), o delegado Edson Henrique Damasceno foi o primeiro a ser ouvido. Durante a oitiva, ele confirmou as conclusões apuradas em sede de inquérito. De acordo com o delegado, a morte de Henry foi levada à polícia pela família do menino como um caso de acidente doméstico.

O delegado relata que Jairinho e Monique pareciam tranquilos na delegacia. De acordo com ele, ambos contaram uma versão coerente sobre o ocorrido e destacaram a vida harmoniosa que tinha em casa – o que, à época, foi confirmado pela empregado do casal.

No entanto, além do comportamento descontraído, considerado estranho pelos policiais, os laudos do Instituto Médico Legal levantaram outras circunstâncias suspeitas. De acordo com um dos laudos, o apartamento teria passado por um processo de limpeza próximo ao momento em que Henry foi levado ao hospital. Os exames ressaltaram também que Henry teve 23 lesões decorrentes de ação violenta no dia de sua morte.

O delegado disse em audiência:

"Ficou evidente que houve uma rotina de agressões ao menino e que, mesmo depois da morte, Monique apresentou uma versão absolutamente compatível com a de Dr. Jairinho.  Ela soube da agressão e não fez nada, mentiu na delegacia e mentiu no hospital.

Victor Batista De Albuquerque
Fonte: Canal Ciências Criminais

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